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4 Recantos Secretos de Paris

4 Recantos Secretos de Paris
Junho 19
08:44 2015

Paris será talvez a cidade do mundo mais procurada pelos turistas. As suas grandes referências – a torre Eiffel, o Arco do Triunfo, a catedral de Notre Dame e mesmo os bancos do rio Sena enchem-se de gente, pessoas vinda de todo o mundo, em qualquer época do ano. Os seus bairros históricos – o Marais, Montmarter, o Bairro Latino – são procurados por centenas de milhares de visitantes, talvez mesmo milhões. Mas… Será ainda possível encontrar aqueles recantos secretos, onde nos possamos deliciar com os detalhes ao abrigo das multidões? Talvez seja….

Torre Eiffel Tower, Paris

Torre Eiffel Tower, Paris

La Rue Crémieux

Não muito longe das grandes referências parisienses, a meio caminho entre a Gare de Lyon e a Bastilha, vamos encontrar uma simpática rua essencialmente pedestre. Existem aqui trinta e cinco casas, ao longo de cerca de 150 metros, todas bem coloridas, mantidas em excelentes condições. Numa esquina observa-se um exemplo bem conseguido de “arte urbana”.

Há um pequeno hotel familiar, mas quase todos os edifícios são residências particulares. Sente-se um espírito de comunidade há muito perdido nesta cidade, esmagado pelas horas de turistas que tudo invadem. Estranhamente a Rue Crémieux tem-se mantido a salvo, apesar de referenciada aqui e ali.

Le Petite Ceinture

Uma linha de comboio inaugurada em 1852, a Petite Ceinture foi um projecto falhado, abandonado desde 1934. A ideia era ligar todas as principais gares de Paris através de uma linha circular e oferecer uma forma rápida para a deslocação de tropas em redor de capital francesa em caso de ameaça militar.

Durante décadas viveu por ali, como um fantasma esquecido, com os seus troços de caminhos-de-ferro e os seus túneis. Tornou-se cenário de actividades ilícitas, lar de vilões e desgraçados. Mas nos últimos anos tem conhecido uma nova vida.

Deixada à administração dos bairros de Paris, tem visto alguns dos seus troços recuperados a favor das comunidades locais. Assim se passou no 12º, no 16º e no 15º Bairro. É desde último caso que aqui falaremos. Foi instalado um elevador que complementa as escadas. E ali podem os residentes esticar as pernas, fazer um pouco de artifício, percorrer um troço de cerca de 2 km, bem arranjado, com equipamento urbano adequado, entremeado com velhos elementos ferroviários. Semáforos, máquinas de utilidade misteriosa, carris ainda assentes. Um excelente passeio para sentir o pulsar natural de Paris, decididamente afastado do universo dos turistas.

Cemitério de Passy

Quem vem da Torre Eiffel poderá querer cruzar o Sena, visitar o Museu da Marinha e os jardins que o abraçam. Se o fizer, ficará a poucas dezenas de metros do Cemitério de Passy, um nome relativamente desconhecido quando comparado com os “gigantes” cemitérios de Montparnasse, Montmartre e Père Lachaise.

O original cemitério de Passy começou a ser utilizado perante as ordens directas de Napoleão. É um pequeno cemitério, intimista, que passa despercebido a muita gente. Nos seus terrenos, pontuados por castanheiros que proporcionam sombra nos dias quentes, o visitante poderá observar algumas campas históricas. Por exemplo as de Marcel Renault, cujo nome dispensa apresentações. Ou a de Marcel Dassault, fundador da empresa Dassault Aviation, construtora dos famosos aviões de combate Mirage, que nos anos 70 estabeleceram um padrão.

Mas para além dos encantos naturais deste pequeno e intimista cemitério destaca-se um outro: a inusitada perspectiva da Torre Eiffel, que se destaca contra o céu mesmo ali defronte.

Cemitério de Passy

Cemitério de Passy

Passage d’Enfer

Esta passagem semiprivada tem um nome que significa literalmente “Passagem do Inferno”. Mas nada tem de infernal. Contudo, o que muita gente não sabe é que este bizarro nome se inspira na antiga designação da grande avenida que se encontra ali mesmo ao lado e que nos dias de hoje é o último vestígio do chamado Bosque do Inferno, que ali se encontrava desde tempos imemoriais.

Se o visitante vier do Boulevard Raspail, uma das principais vias de Montparnasse, verá, escondida por detrás de um gradeamento, esta bucólica rua. Pode abrir o portão à vontade. Entre e olhe. Verá uma bonita rua com o piso em calçada e uma atmosfera intimista. Pouca gente ali entrará para além dos residentes. As casas podem não ser tão coloridas como as da Rue Crémieux, mas mesmo assim, se levar uma câmara fotográfica, terá muito com que se entreter.

Talvez crianças joguem à bola na rua. Talvez um velhote saia de casa montando a sua bicicleta, em demanda do pão da manhã. Seja como for, uma visita à Passage d’Enfer oferecerá certamente uma sensação de “oásis”, longe da confusão e do bulício da cidade.

Paris14 - Ruelle

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Sobre o Autor

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro: Nasceu e cresceu em Lisboa. Foi para o Algarve. Licenciou-se em História, andou dez anos com os galões dourados da Armada, até que mandou as rotinas à fava e passou a fazer websites. Agora está aqui, pronto para partilhar o que viu no Planeta. Lê, vê cinema, anda de moto 4, faz Geocaching e é Couchsurfer.

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