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O que ver

5 locais a que não pode ficar indiferente no Sri Lanka

5 locais a que não pode ficar indiferente no Sri Lanka
Abril 28
08:28 2017

Chamado de Taprobana – ilha do rei Rawana – na antiguidade, precisamente a Taprobana que Camões evoca no primeiro soneto dos Lusíadas, ou de Ceilão até 1972, o Sri Lanka só recentemente começou a limpar uma imagem, talvez demasiado sombria, que resultou dos violentos anos de conflito e guerra civil que assolaram o país.

Localizado numa região sob variadas influências culturais e religiosas, com o Oceano Índico a sul e oeste, a baía de Benguela a leste e o estreito de Palk a noroeste, estamos a falar de um país ímpar, com mais de 2500 anos de história e cidades lendárias – Sigiriya, Anaradhpura e Polonnaruwa, três das antigas capitais do Reino de Ceilão, são bons exemplos.

Conhecido por gente afável e de sorriso luminoso, o Sri Lanka é ainda detentor de algumas das mais deslumbrantes paisagens que podemos encontrar: florestas repletas de elefantes, montanhas cobertas por vegetação luxuriante, cascatas de águas límpidas, templos sagrados ou praias paradisíacas, são apenas alguns dos exemplos do que D. Lourenço de Almeida terá encontrado, em 1505, quando chegou pela primeira vez à ilha.

O país é ainda conhecido mundialmente pela excelente qualidade do seu chá, produzido nas montanhas da ilha, com principal destaque para as regiões de Nuwara Eliya e Ella. Foram os ingleses que introduziram o seu cultivo, em meados do século XIX, para o qual trouxeram um grande número de trabalhadores tâmiles do sul da Índia.

Galle Face na cidade de Colombo

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Galle Face, a avenida marginal mais conhecida de Colombo, virada para o Mar das Laquedivas, tem particular encanto ao final da tarde, onde o incrível cheiro a maresia e o maravilhoso pôr‐do‐sol, que aqui se fazem sentir a cada dia, são especiais. Não é pois por acaso que se deslocam aqui todos os dias centenas, por vezes milhares, de habitantes da cidade. Trata-se de um excelente local para conhecermos a população cingalesa e também para encontrar inúmeros vendedores de rua, com bancas onde é possível apreciar os variadíssimos petiscos e guloseimas tradicionais.

Ruínas de Anaradhpura e Polonnaruwa

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As ruinas de Anaradhpura e Polonnaruwa são o que resta de duas antigas capitais do reino. Classificadas pela Unesco como património da humanidade, trata-se de locais com grande importância arqueológica, já que permitem compreender como evoluiu política e socialmente o Sri Lanka ao longo dos tempos.

Anaradhpura, que foi fundada no século IV a.C., chegou rapidamente a capital do Ceilão. Foi cidade santa para os budistas e, alguns séculos mais tarde, também para os muçulmanos. São 40 Km2 de área visitável, grande parte recuperada dos muitos anos em que esteve perdida para a selva, onde palácios, mosteiros, tanques e inúmeros monumentos de elevado interesse histórico, fazem viajar através dos séculos. Entre os muitos pontos de interesse, destacam‐se: o templo Maha Bodhi, os palácios de bronze e real, a cidadela e as grandes stupas Rubanvelisaya e Jetavana.

 Polonnaruwa, capital do país entre num período mais tardio, no caso entre os séculos XI e XII d.C, encontra-se igualmente repleta de ruínas extremamente bem preservadas, nomeadamente o “quadrilátero”, complexo constituído por um fascinante conjunto de edifícios, ou o famoso Gal Viharaya, santuário onde grandes estátuas de Buda foram esculpidas directamente sobre a rocha de granito.

Fortaleza de Sigiriya

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Sigiriya, uma fortaleza‐palácio, em forma de leão, mandada construir no século V d.C pelo rei Kashyapa I, será muito provavelmente um dos mais emblemáticos destinos que podemos encontrar no Sri Lanka. O principal objectivo da sua construção visava impedir as invasões dos inimigos, mas o tempo encarregou-se de diminuir a sua importância política, facto que levou ao seu abandono e posterior conversão num extenso complexo monástico. Hoje o local é Património Mundial da UNESCO e reúne vários percursos que levam os visitantes a vencer os 370m de altura do rochedo, através de jardins geométricos, inúmeras ruínas de edifícios, fontes, piscinas, ou frescos e gravuras pintados na rocha.

 

Plantações de chá em Nuwara Eliya

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Nuwara Eliya está situada a 1868m de altitude e foi fundada pelos súbitos de sua majestade, a rainha de Inglaterra, durante o século XIX. Há quem lhe chame a “Pequena Inglaterra”, já que são evidentes os vestígios da arquitectura colonial que se perpetuaram até aos dias de hoje. Mas, mais do que a cidade propriamente dita, a grande atracção da região são as grandes plantações de chá cingalês. São quilómetros e quilómetros de terras que se misturam com o horizonte, em cenários de grande beleza e onde centenas de mulheres, talvez milhares, deambulam diariamente para recolher, sempre com as próprias mãos, um dos melhores chás do mundo.

 

Praias da costa sul

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 As paisagens da costa sul parecem retiradas dos mais pelos postais. Os extensos areais, povoados de pequenos bungalows e palmeiras debruçadas sobre as águas límpidas, fazem qualquer viajante acreditar que chegou ao paraíso. Mirissa é conhecida pela sua praia edílica, as oportunidades para o mergulho, surf e até para o avistamento de baleias e golfinhos. Não muito longe, a Lagoa de Weligama, que é de visita obrigatória, é o local por excelência onde se podem avistar os pescadores locais, muito conhecidos pelo seu equilíbrio invulgar sobre grandes estacas de bambu. As praias de Tangalle e Unawatuna são igualmente muito recomendadas e, para os mais interessados pela história, o forte de Galle, que foi português e só depois holandês, é também um dos pontos de visita obrigatória.

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