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O que ver

Bem-vindos a Havana

Bem-vindos a Havana
Agosto 13
09:13 2016

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Numa altura em que líder da revolução cubana, Fidel Castro, fala dos dias do fim e se “despede” dos comunistas em Havana, a cidade prepara-se para a mudança. Ou não.

Havana está parada no tempo…ou, na verdade, tempo e o passar dos anos não têm sido meigos com esta cidade, deixando marcas profundas. Dizem que o ar decrépito faz parte do seu charme…talvez mas a verdade é que os prédios arranjados, com a traça antiga recuperada e pintados de cores vivas dão-lhe outra alegria.

Sem dúvida que é seu lado histórico e decrépito, com centenas de edifícios coloniais conservados (conforme vai sendo possível), que fazem de Havana Património Mundial da UNESCO.

E no entanto Havana é muito mais do que isso…é uma cidade de contrastes, em que por momentos nos esquecemos das dificuldades em que o povo vive e nos deixamos embalar pela sua boa disposição, música e alegria de viver.

Já muito foi dito e publicado sobre a Havana mas existem alguns clássicos e incontornáveis por onde não podemos deixar de passar para nos embrenharmos na alma desta cidade e deste povo.

Os incontornáveis 

Começamos pelo Capitólio, inaugurado em 1929 foi sede do governo até 1959, pós Revolução Cubana. Quem já esteve em Washington é capaz de encontrar algumas (muitas) semelhanças com o Capitólio Americano apesar de a versão oficial referir que a sua inspiração é francesa.

Seguimos pelo Paseo del Prado (atual Paseo Martí) onde é possível encontrar elegantes cinemas antigos, mansões e hotéis recuperados de traça colonial.

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O Paseo del Prado vai “desaguar” na Plaza Central,  um dos principais pontos de encontro de Cuba. Tudo parece confluir para esta praça gloriosamente ornamentada com a Estátua do herói nacional José Martí.  É um dos melhores locais para apreciar os clássicos carros americanos dos anos 50, que correm por toda a cidade e que são uma das imagens de marca de Cuba. A Praça é ladeada pelo edifício do Teatro Nacional, uma das maiores Casas de Ópera do mundo, absolutamente deslumbrante.

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Por aqui seguimos para Havana Vieja. Ninguém consegue ficar indiferente à zona mais antiga e histórica da cidade. É a zona com maior concentração de edifícios coloniais. Por estes lados, a mistura é constante e confusa. Ora nos encontramos numa rua completamente recuperada, com edifícios quase pintados de fresco com cores alegres, como estamos na Havana real, com ruas apertadas, prédios a cair por falta de manutenção, ruas decrepitas e cubanos a falar com os vizinhos à janela. É o melhor local para nos deixarmos ir e seguirmos à deriva e sem destino.

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Não esquecer a emblemática Catedral San Cristobal, erigida em homenagem ao Padroeiro da cidade, a Basílica e Convento de São Francisco, o Castelo da Real Fuerza, a mais antiga fortaleza de Cuba datada de 1558, construída ainda pelos espanhóis, a Plaza de Armas e pela sua famosa Feira do Livro, o Palácio dos Capitães Generais (logo ao lado) e a Plaza Vieja.

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Seguindo Ernest Hemingway e Eça de Queirós

Outra hipótese é seguir os passos de Ernest Hemingway, passando pelo Hotel Ambos os Mundos, na Rua dos Mercaderes, onde ficava nas suas deslocações a Cuba, e passando pelos emblemáticos: beber um Daiquiri na La Floridita e um mojito na Bodeguita del Medio. Depois de umas horas por Havana ficamos a perceber melhor o fascínio do escritor por este país. Seguimos também os passos no nosso Eça de Queirós e paramos para beber um expresso na La Columnata Egipciana, o café onde o cônsul em Havana entre 1872 e 1874 costumava vir escrever.

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Outros clássicos de Havana

Havana tem muitos pontos de interesse e é uma cidade relativamente ampla, pelo que a melhor forma de ficar com uma panorâmica geral é através de um passeio de cerca de 1h num dos famosos clássicos americanos, descapotável se possível. Além da experiência de andar num carro que existe desde os anos 50 e que chegou, sabe-se lá como, até aos nossos dias, ficamos a conhecer outros clássicos de Havana mais afastados. O motorista é flexível, pára as vezes que quisermos para explorar mais à vontade e ainda  conta umas piadas e umas histórias sobre os diferentes locais por onde vamos passando.

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O Hotel Nacional. Abriu em 1930 e esteve envolvido na Crise dos mísseis de 1962, como quartel-general de Fidel Castro. É um espaço cheio de história e de estórias. O Hotel Havana Livre, o antigo Hilton antes da Revolução, nacionalizado e posteriormente ocupado pelos revolucionários em 1959, tendo sido sede do governo durante quase um ano.

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O Malecón, o passeio ribeirinho com cerca de 8 km que liga a Velha Havana à Nova Havana. É uma avenida onde os loucos dos condutores cubanos passam a “rasgar” nos seus bólides deixando uma nuvem de dióxido de carbono no ar, o cheiro mas característico da cidade, a par dos charutos.

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A Plaza de la Revolucion que, à semelhança dos carros clássicos, deverá ser uma das imagens mais icónicas (e fotografadas) de Havana. É o local dos grandes encontros do povo Cubano. Milhões de pessoas aqui se reuniam para ouvir os discursos de Fidel Castro e é o local emblemático das comemorações do 1º Maio. Em 1998 recebeu a missa do Papa João Paulo II. No centro, o imponente Memorial José Martí com 109 m de altura, monumento de homenagem (mais um) ao grande herói nacional. Do outro lado, o famoso Ministério do Interior, o edifício que tem a célebre imagem de Che Guevara ladeada pela bandeira cubana.

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Cuba é um país único onde tudo pode acontecer (e acreditem que acontece). Os cubanos são bem-dispostos, conversadores e com uma enorme “lábia” mas que nos tentam levar sempre pela positiva. Na verdade, de todas as vezes que nos “deixamos ir” acabamos por ficar a conhecer um pouco melhor a sua cultura e tradições de uma forma mais próxima e real. Deixem-se ir, sem receios porque de certeza vão sair mais ricos de Cuba do que entraram.

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Sobre o Autor

Sónia Dias

Sónia Dias

Sónia Dias, blogger de viagens, escreve no blog Travel Random Notes onde fala sobre as suas viagens e dá dicas sobre viagens low cost.

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