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O que ver

Bolonha, a multicultural

Bolonha, a multicultural
Outubro 14
12:11 2014

A cidade de Bolonha é “La grassa, La dotta, La rossa”, ou seja, “A gorda, A culta (ou a douta) e A vermelha”. Fica no norte de Itália, na região de Emilia-Romana, entre o rio Reno e o rio Savena, e é uma cidade multicultural.

É em Bolonha que está a universidade mais antiga do país e da Europa, aberta desde 1088, e por onde passaram nomes como Petrarca, Dante e Boccaccio. Mais de 80 mil estudantes vivem na cidade.

Se é “culta” pela universidade, é “vermelha” pelas cores dos telhados e… é “gorda” pela sua gastronomia. O centro de Bolonha consegue ser visitado em pouco mais de dia mas, se puder, passe umas horas, num dos cafés ou esplanadas a apreciar a vida dos habitantes da cidade. Adoro fazer isso!

Bolonha é uma cidade vibrante, com gente de todas as idades a andar de mota e de bicicleta  – a velocidades incríveis e vestidos de qualquer forma, mesmo com saltos altos e vestidos de cerimónia. Em todas as ruas de Bolonha existem bicicletas estacionadas. Se quiser também tem pontos para alugar as duas rodas.

As arcadas, junto das lojas, são cobertas e estendem-se por quilómetros. São obras com muitos anos – dizem que foram uma marca arquitetónica, do tempo da ditadura, e em algumas cidades até os retiraram por causa dessa conotação – e quando chove são perfeitas para lá andar debaixo e ver montras.

voos baratos bolonhaOnde fazer compras?

O comércio tradicional e de rua tem muita força em Bolonha. Desde pequenas lojas, até às grandes marcas internacionais. Aqui não há centros comerciais – só algumas galerias – e o comércio faz-se todo na rua. Ruas mais populares com lojas: Via Farini, a Via Ugo Bassi, a Via Indipendenza e a Via San Felice.

Comprar comida para trazer: nas lojas de comida italiana, encontra desde as pastas frescas até aos queijos. A zona do Quadrilatero – que fazia toda parte do mercado – é toda ela recheada de cafés, lojas e pequenos restaurantes com comida típica bolonhesa. Também encontra peixe fresco à venda e outros produtos alimentares.

Aeroporto

O aeroporto Guglielmo Marconi é pequeno mas moderno e é fácil de dar com as portas de embarque. Para viajar para Bolonha tem várias companhias que fazem ligações à cidade e pode pesquisar voos baratos no site da Rumbo.

Existe um Aerobus que o leva para o centro da cidade de Bolonha (até à estação) e depois para o aeroporto: 6€/pessoa cada trajeto. Do centro da cidade, táxi pode custar 15€, por isso, se viajar com mais pessoas compensa – tenha em atenção que ao fim de semana é mais caro. Do aeroporto até ao centro da cidade são cerca de 20 minutos – sem trânsito.

Sair à noite
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À noite, a zona da universidade é para onde vão todos que se querem divertir. Há cafés, bares minúsculos – que convidam só a ir buscar a bebida e a vir para a rua – e bares maiores, inclusive discotecas. O Le Stanze fica na Via Borgo di San Pietro e é um bar/discoteca. Abre ao final da tarde/noite e serve aperitivos (uma espécie de buffet com pastas frias, pizzas e finger food). Mas, mais do que isso, o que chama a atenção no Le Stanze é o facto de ser uma antiga capela privada do Palazzo Bentivoglio, do século XVI, transformada num bar/discoteca. Pelas ruas funciona também o chamado “botelhão” como em Portugal ou Espanha. Ou seja, compram-se as bebidas, mais baratas, em mini-mercados, que estão abertos até tarde, e bebe-se nas ruas. A praça Verdi é um local de encontro de estudantes e turistas – muita gente mesmo e tanto de dia como de noite – e é uma zona que está muito policiada.

O QUE VISITAR

– Piazza Maggiore (Praça Maior): onde está a Fonte de Netuno, do século XVI. Está também a Basílica de São Petrónio; os palácios Palazzo d’Accursio; o Palazzo del Podestà, o Palazzo Re Enzo, o Palazzo de’ Banchi e a Sala Borsa;

– Praça e fonte de Neptuno: há sempre artistas de rua, turistas, visitas de estudo e muita gente a circular;

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– Duas Torres: Torri degli Asinelli (97,20 metros) e Garisenda (48,16 metros de altura). Foram construídas entre os séculos XII e XIII. A uma das torres já foi retirada parte do topo, por precaução – a cidade sofreu com os bombardeamentos durante a Segunda Grande Guerra – mas, na outra, pode subir 498 degraus. Entrada: 3€/pessoa.

– Basílica de São Petrónio. É a sexta Igreja maior do mundo e fica na Praça Maior. Foi construída entre os séculos XIV e XVII e além da sua grandiosidade tem pinturas de vários artistas no interior.

– La Piccola Venezia: local onde já existiram canais de água. Chamam-lhe Pequena Veneza e dá para espreitar por uma janela… na Via Piella.

– Palazzo d’Accursio ou Palazzo del Comune: é um conjunto de edifícios com séculos de história. Atualmente é aqui que está a sede do governo da cidade de Bolonha. Também no seu interior tem estátuas e pinturas com muita história.

– Palazzo del Podestà e Palazzo Re Enzo: entre eles está o Palazzo del Capitano del Popolo. O Palazzo del Podestà começou a ser construído no século XIII e o Palazzo Re Enzo em 1245.

– Voltone del Podestà: está entre aqueles dois palácios e guarda uma curiosidade que todos querem testar. Na galeria, com uma abóbada, se sussurrar num dos cantos as pessoas conseguem ouvir tudo, no canto oposto.
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– Basílica de S. Stefano: tem uma grande praça, com uma esplanada, e o seu conjunto contempla sete igrejas. A Basílica merece mesmo uma visita pelo interesse histórico de todos os seus claustros e igrejas, no interior. É conhecida como a Jerusalém de Bolonha, porque tem várias características parecidas com o Santo Sepulcro.

– Museus: Museu da História de Bolonha (Via Castiglione, 8), e Museu Cívico Arqueológico (Via dell’Archiginnasio) conta a história local desde a pré-história até à época romana e muito mais.

– Mercado de antiguidades: às sextas e sábados, na Piazza VIII Agosto, com bancas que vendem vários artigos vintage, artigos para casa, sapatos e muita roupa, etc.

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Sobre o Autor

Susana Ribeiro

Susana Ribeiro

Jornalista, adora contar histórias e é uma apaixonada por viagens. Susana Ribeiro encontra sempre um pretexto para passear. Depois de escrever, para vários órgãos de informação, sobre turismo, gastronomia, vinhos e viagens... decidiu colocar todas as suas dicas no ViajeComigo.com. As suas sugestões são para incentivar outros a descobrirem novas paragens. Por isso, diz: "Há sempre um sítio novo para conhecer, nem que seja na sua própria cidade. Cada viagem e viajante são singulares. Conheça o mundo à sua maneira".

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