Blog de Viagens – Rumbo.pt

UM BLOG RUMBO
Home > O que ver > Cartagena das Índias

O que ver

Cartagena das Índias

Cartagena das Índias
Julho 06
08:59 2016

A cidade de Cartagena, chamada “das Índias” para estabelecer a diferença com a sua homónima em Múrcia, é hoje a pérola da Colômbia, tal como o foi das colónias espanholas nas Américas. O seu imenso património arquitectónico e as estruturas defensivas de natureza militar fizeram-na ser escolhida pela UNESCO em 1984 para a restrita lista de locais Património da Humanidade

No Passado

Primeiro de Junho de 1533: o dia em que Cartagena das Índias foi fundada por Pedro Heredia. A nova povoação  foi ganhando importância, beneficiando da proximidade da Cidade do Panamá e das condições ideais do seu porto.

Contudo o crescimento atraiu atenções indesejadas e os ataques de piratas e corsários tornaram-se tão frequentes que a Coroa Espanhola decidiu investir na fortificação da cidade. Desde o século XVII e sobretudo no século XVIII foi ali construída uma rede de fortificações militares com especial destaque para o forte de San Felipe de Barajas, o maior de toda a América Latina.

Até à independência da Colômbia a história de Cartagena fez-se de dinamismo comercial ensombrado periodicamente por ataques vindos de todas as frentes: as muralhas foram assediadas à vez por ingleses, franceses e até norte-americanos.

Em 1811 Cartagena declarou a Independência e, por causa disso, enfrentou mais dez anos de guerra que quase a destruíram por completo.

As Maravilhas do Centro Histórico

cartagena das índias

Existe uma extensa linha de praia ao longo de Cartagena mas o seus atractivos únicos residem no centro histórico.  Foi por ele que a UNESCO classificou a cidade como Património da Humanidade e é por ele que centenas de milhares de turistas aqui acorrem todos os anos.

A arquitectura colonial espanhola está aqui representada em grande. As igrejas são magníficas, imponentes, de decoração elaborada e recheadas de valiosa arte sacra. Os palácios são faustosos, deixando à imaginação do visitante o estilo de vida que ali um dia se teve. Abundam as placas históricas, descrevendo o passado dos edifícios, assinalando a permanência de personalidades influentes  e o nascimento  de importantes figuras da história colombiana.

As muralhas são uma maravilha da arquitectura militar e pode-se caminhar livremente por elas.

No centro histórico e imediações urbanas o nível de segurança é bastante elevado, não se podendo dizer o mesmo daqueles bairros onde o estrangeiro nunca vai mas dos quais pode ter um vislumbre se viajar desde o aeroporto.

Quanto aos muitos que chegam a bordo dos navios de cruzeiro que diariamente descarregam os seus passageiros em Cartagena, esses encontrar-se-ão directamente no centro, bem perto da praça do Relógio, a principal porta de entrada na cidade muralha, podendo caminhar livremente e explorar as ruas cheias de personalidade.

Há museus que não se devem perder. Como o Museu Marítimo, bem no centro, mas também o Palácio da Inquisição e a própria fortaleza de San Felipe. Mais acima, o cerro La Popa oferece as melhores vistas sobre a cidade, mas apesar do seu topo ter policiamento regular não é aconselhável fazer a subida sozinho.

Contrastes em Getsemani

Se o núcleo histórico de Cartagena, ladeado pelas antigas muralhas, marca a cidade de contos de fadas, mantida e pensada para as necessidades do turismo moderno, Getsemani, que lhe está adjacente, oferece um outro ambiente.

Se no centro se encontram os hotéis de luxo, pagos a peso de ouro, e se contam por vezes mais turistas do que colombianos, em Getsemani sucede o inverso. É aqui que ficam os viajantes de mochila às costas e as suas ruas palpitam de vida local.

Há casas um pouco degradadas, a fazer lembrar as habitações desfavorecidas de Havana. E barbeiros, mercearias, supermercados, mulheres que fazem grelhados na rua, numa versão colombiana de fast food. Crianças brincam livremente no asfalto, jovens sentam-se nos degraus das casas fumando um cigarro. Há restaurantes económicos, onde um menu completo custa menos de 2 Euros. Cães espreguiçam-se à porta das suas famílias.

E depois, quando chega o entardecer, o ritmo aumenta. A praça da Trindade, centro social e funcional do bairro, enche-se de animação. Os miúdos jogam à bola, enquanto os adultos colocam a conversa em dia. Acorrem os vendedores ambulantes que servem gelados, crepes, grelhados e outras iguarias. Um polícia troca uns passes de bola com os gaiatos. Nas escadarias da igreja malabaristas mostram as suas habilidades. Um par de turistas ocupa um banco e sente o ambiente.

As Torres de Bocagrande

cartagena das índias

Lá longe avistam-se os arranha-céus de Boca Grande. Como em tantas cidades antigas de países economicamente mais modestos, existe  um bairro para os cidadãos privilegiados, e em Cartagena chama-se Bocagrande.

Ali as praias têm uma segurança que não é possível para o lado oposto, em direcção ao aeroporto. É o bairro “fancy “da cidade. Onde os colunáveis da comunidade se deslocam, onde quem pode vai às compras, gastando em poucos minutos o que muitos colombianos ganham em meses de labuta.

Os hotéis das grandes cadeias internacionais têm por lá presença certa e as melhores lojas escolheram Bocagrande para se estabelecer. É um centro comercial gigantesco e também o local onde se encontram os melhores restaurantes. Em suma, um lugar incontornável para os que valorizam o glamour.

Etiquetas

Sobre o Autor

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro: Nasceu e cresceu em Lisboa. Foi para o Algarve. Licenciou-se em História, andou dez anos com os galões dourados da Armada, até que mandou as rotinas à fava e passou a fazer websites. Agora está aqui, pronto para partilhar o que viu no Planeta. Lê, vê cinema, anda de moto 4, faz Geocaching e é Couchsurfer.

0 Comentários

Ainda não existem comentários!

Não existem comentários neste momento, quer adicionar um?

Escrever Comentário

Escrever Comentário

Siga-nos no

Infografias - Infografias inspiradoras by Rumbo.
Dicas para Viajantes - Viaje informado com a Rumbo.

Siga-nos no Facebook