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As cidades verdes da Europa no Ano Internacional do Turismo Sustentável

As cidades verdes da Europa no Ano Internacional do Turismo Sustentável
Março 08
08:44 2017

Vivemos uma era digital. As pulsações do mundo tornam-se arrítmicas, compassadas pelos avanços tecnológicos. Não há um momento de pausa e respiração industrial. Cada vez mais, as pessoas se movem como autómatos, guiadas pela mão das máquinas. A soma do rendimento diário reduz-se a zeros e uns na tela de computadores. As vidas gastam-se lá. Na tela. E o tempo corre, por rios cada vez mais poluídos e ruas cada vez mais cinzentas. Podemos ver assim o mundo… ou podemos perguntar: como podemos evoluir melhor e sem prejudicar o ambiente?

Foi este o desafio lançado às cidades europeias, na busca pela capital “verde” deste continente. E foram muitas as cidades que, ao longo do ano, aceitaram o desafio e se lançaram na busca pela sustentabilidade ambiental.

Atenta à mudança e preocupada com as questões sociais, económicas e ambientais, também a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu que é cada vez mais importante um turismo sustentável, que possa unir culturalmente os povos e alertar todos para a importância do património de cada civilização. Foi neste sentido que se aprovou a iniciativa que faz do corrente ano de 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento.
Neste artigo iremos apresentar a iniciativa e falar sobre algumas das cidades verdes da Europa, bem como a forma como estas se integram nesta nova iniciativa da ONU.

2017: Ano Internacional do Turismo Sustentável

Viajar é a melhor sensação do mundo. Conhecer novos lugares e novas culturas. Ver outras paisagens, outras gentes, outras tradições. Além disto, o turismo é, também, um importante sustento económico, sendo um dos pilares financeiros de muitas cidades à roda do mundo.

Esta iniciativa da ONU procura, pois, estimular o turismo em todas as suas vertentes, promovendo a sua conceção e boa gestão, para que o viajante possa encontrar, na sua viagem, a melhor receção e a cidade consiga estimular o mercado de emprego, o comércio e a internacionalização.

Com uma variante fortemente ancorada na sustentabilidade ambiental, esta iniciativa promove, também, junto das cidades, o desejo de encontrarem o mais telúrico dos corações por entre o frenético e cinzento movimento urbano.

Cidades verdes da Europa

A iniciativa nasceu em 2010, pelas mãos da Comissão Europeia, e apontava objetivos comuns com os que a ONU nos apresenta agora: atribuir o título de “capital verde da Europa” e atribuir um prémio às cidades europeias que apresentassem maior sustentabilidade.

Para ganhar este prémio, a cidade deveria apresentar altos padrões ao nível ambiental e mostrar empenho na continuidade de um processo que estimulasse o desenvolvimento da sustentabilidade local.

Aerial view of Hamburg and Hamburg port

Entre as muitas cidades que apresentaram a sua candidatura, algumas destacam-se pelas suas caraterísticas. Na Holanda, Amesterdão; na Alemanha, as cidades como Münster e Hamburgo; Copenhaga, na Dinamarca; a norueguesa cidade de Oslo e ainda a sueca cidade de Estocolmo foram algumas das que, de imediato, alcançaram as finais deste prémio. Estas cidades destacam-se pelos seus centros urbanos e sustentáveis, nos quais crescem, a olhos vistos, espaços verdes, jardins, caminhos pedestres e ciclovias. Tratam-se de cidades que começam, agora, a investir nas energias naturais e a alterar as suas leis no sentido de garantir a “saúde” do meio ambiente.

Essen: Capital Verde da Europa em 2017

Uma boa hipótese para visitar neste ano Internacional da Sustentabilidade será Essen. Esta cidade alemã foi escolhida como vencedora do prémio Capital Verde da Europa para 2017. Trata-se de um antigo centro de mineração do carvão. De centro claramente industrial, esta cidade propôs-se reinventar o ambientalismo e sustentabilidade, começando do zero a construção de espaços que promovem a “cura” ambiental e que amenizam a respiração urbana.

Entre as práticas implementadas pela cidade, encontrava-se a proteção da Natureza, a redução do consumo de água e o minorar da emissão de gases para a atmosfera. Os resultados foram visíveis e transformaram esta antiga cidade cinzenta, tão ligada à mineração do carvão, numa das cidades verdes da Europa. Nestas mudanças, privilegiou-se o uso dos transportes públicos e das bicicletas, promoveu-se a redução da poluição sonora e construíram-se diversas áreas verdes e ecológicas. A promoção da recuperação dos recursos hídricos foi, também, notável. Tudo isto despoletou uma nova forma de vida na cidade de Essen, que promove, hoje, mais eventos culturais e convida os turistas a conhecerem um espaço que – literalmente – ganhou uma nova vida.

essen

Trata-se do momento ideal para conhecer uma cidade em mudança, na procura pelo que de mais belo existe no mundo natural.

Outras cidades verdes da Europa

São muitas as cidades que começam a implementar medidas para “curar a ferida” dos anos de despreocupação industrial e urbana. Estocolmo, na Suécia, foi uma das primeiras cidades a aceitar o desafio, aumentando os seus espaços verdes, promovendo ações culturais e pró ambientais e incentivando locais e turistas a fazerem uso dos seus transportes públicos.

Reykjavik, a capital da Islândia, integrou o desafio apostando nos autocarros movidos a hidrogénio e garantindo o uso de energias renováveis no seu cerne. Da mesma forma, a cidade de Malmö adotou o conceito de “ecocidade” mostrando a vontade de se transformar numa “ekostaden” e criando, para tal, bairros onde a sustentabilidade é a palavra que sustenta cada um dos edifícios.

A cidade de Copenhaga, na Dinamarca, lançou-se também nesta aventura verde e lançou um novo sistema de metro, promovendo ainda a limpeza da cidade. Esta foi, inclusivamente, considerada uma das cidades mais limpas do mundo.
Segue-lhe o exemplo a capital londrina, no Reino Unido, onde se criou um plano de incentivo populacional para a redução de gasto energético e se conseguiu uma significativa redução nos índices de emissão de CO2.
Na vizinha Espanha, Barcelona apostou nos jardins e na regeneração urbana, buscando a redução da pobreza populacional e investindo em formas de energia renovável.

Entre as candidaturas deste ano, surgiam ainda três cidades portuguesas: Cascais, Porto e Lisboa tentaram conquistar o título de Capital Verde da Europa de 2017. Embora o prémio tenha sido atribuído a Essen, estas cidades promovem, também, a sustentabilidade, apostando na manutenção de espaços verdes e no uso de transportes públicos.

Qualquer que seja o destino “verde” e sustentável que escolha, irá, com toda a certeza, viver momentos da mais pura alegria e encontrar as mais belas paisagens, povos e culturas.  Vivemos na era digital. Mas o mundo não tem de ser cinzento. Viaje por ele e comprove: a cada dia, ele fica um bocadinho mais verde. Encontra hotéis baratos nas cidades  verdes da Europa no site da Rumbo.

Foto: © Nanisimova_sell© SergiyN© hansenn

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Sobre o Autor

Marina

Marina

Viajar alimenta-nos a alma de conhecimento das coisas, dos outros e de nós próprios. Gostava de viver mil anos para conhecer mil destinos! É a escrita que me compensa o sonho quando a realidade tarda.

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