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Descobrindo Málaga, a “Cidade do Paraíso”

Descobrindo Málaga, a “Cidade do Paraíso”
Janeiro 13
12:27 2015
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Muito deve ter mudado naquela que no século passado o poeta espanhol Vicente Aleixandre evocava como a ‘Cidade do Paraíso’: Málaga. Os primeiros versos do poema que lhe dedicou – “Sempre que os meus olhos te vêem, cidade dos meus dias marinhos. Pendurada no imponente monte, apenas sustida na tua vertical descida até às ondas azuis, pareces reinar debaixo do céu (…) – convidam a descobrir um dos destinos mais atraentes da nossa vizinha Espanha.

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Um em cada três turistas que visita Espanha escolhe Málaga; os prestigiados ‘The Guardian’ e ‘The Telegraph’ incluíram-na nos seus tops de recomendações de locais para passar férias em 2015 … O que motivou algum espanto na redacção da Rumbo: por que será? Aqueles que já visitaram a cidade tomaram a iniciativa de responder: “Interroguem-se antes: por que é que não haveria de estar?”. A verdade é que a cidade andaluza, coração da Costa del Sol, já leva anos a cuidar-se com esmero, apostando no turismo e oferecendo aos visitantes tudo o que se pode pedir a um destino de férias: um clima privilegiado, infra-estruturas de qualidade, uma ampla oferta de actividades de lazer e cultura, gastronomia riquíssima e a graciosidade e hospitalidade das suas gentes. Além do mais, pode visitar-se em qualquer época do ano… Do que é que estamos à espera?

Talvez em Março, que tal? É precisamente nesta altura que abrirão ao público duas das grandes novidades da capital “malacitana”: a primeira sede do Centro Pompidou fora de França e uma delegação do Museu Estatal Russo de São Petersburgo. Ambos se juntam aos já famigerados Museu Picasso, Carmen Thyssen e o Centro de Arte Contemporânea (CAC), entre outros. Tudo isto já terá levado a profissionais, de renome do meio, a baptizar Málaga como a “Cidade dos Museus”, um apelido que lhe assenta muito bem.

hoteis baratos malagaGenial é o adjectivo que nos últimos anos utilizaram para promover-se – “Málaga, cidade genial” – com muito mais qualidades para fazer crer o quanto este slogan corresponde à realidade.

Se se pretende conhecer, para lá das pinacotecas e galerias de arte, há que visitar a Catedral, a sua ‘Manquita’ – assim chamada porque ficou a faltar terminar uma torre -, o Teatro Romano, a Alcazaba (longe da majestosidade da Alhambra, em Granada, ainda que tenha muito charme) e o Castelo de Gibralfaro. Este coroa o monte com o mesmo nome e que oferece umas vistas maravilhosas da Baía de Málaga. A oferta de hotéis em Málaga é enorme e podemos encontrar várias opções a preços muito baratos.

A urbe é bastante acessível. Sem ser demasiado grande, consegue-se perfeitamente obter o máximo proveito num fim-de-semana, escapadelas curtas. O ideal é fazer um primeiro contacto a pé, o que é um verdadeiro prazer: passear pela sua Alameda, ladeada por árvores que cobrem de sombra esta grande avenida, até chegar à rua Larios, a artéria principal desta ‘Cidade do Paraíso’. Deixem-se levar, percorrendo-a lentamente, até chegar à Praça da Constituição, no coração de Málaga, e depois, podem prosseguir para cima, para a esquerda ou para a direita … Todos os recantos têm o seu especial encanto e a maioria das pessoas que visitam a cidade acabam por se apaixonar por ela!

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Neste itinerário, anotem os seguintes nomes: calle Granada, plaza de la Merced, calle Alcazabilla, plaza del Obispo e paseo del Parque, uma espécie de jardim botânico aberto em pleno centro. De carácter renascentista e barroco, aqui encontram-se numerosas espécies subtropicais: há mais de 5.000 árvores e outros tantos arbustos e plantas!

Para encerrar com chave de ouro o passeio dirija-se ao Muelle (Cais) 1: aquilo que não passava de um terminal de descarga de mercadorias converteu-se num lugar fantástico de recreio. Compras, espectáculos e entretenimento, gastronomia…na orla do Mediterrâneo. Sobre este último ponto, a arte de bem comer, aqui ficam outros nomes para anotar na agenda: a famosa Bodega el Pimpi (Calle Granada), que é quase uma paragem obrigatória para os turistas e vizinhos da cidade; la Antigua Casa de Guardia (Alameda), para degustar vinhos num ambiente muito tradicional; e umas tapas no Pasaje Chinitas (Plaza de la Constitución).

“Um sopro de eternidade pôde destruir-te, cidade prodigiosa, momento que na mente de um deus emergiste. Os homens por um sonho viveram, não viveram, eternamente cintilantes como um sopro divino. “- Vicente Aleixandre.

© Artigo traduzido por  Miguel Albuquerque.

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Sobre o Autor

María Sanchez

María Sanchez

Viajera, que no turista; periodista y bloguera, que no redactora. Porque no es lo mismo ser que estar, SOY comunicadora por vocación. Licenciada en Periodismo, con amplia experiencia en medios de comunicación y redes sociales, mi gran pasión es descubrir Mundo. La mejor forma de recordar un viaje, contándolo. Puedes encontrarme en la blogosfera y en las redes sociales. Bon voyage!

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