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Jordânia: a grande cruzada

Jordânia: a grande cruzada
Novembro 24
08:17 2015
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Indiana Jones, o lendário arqueólogo aventureiro interpretado no cinema por Harrison Ford, termina a sua terceira aventura no grande ecrã na Jordânia. A busca pelo Graal leva-o numa viagem por Veneza, Áustria e Alemanha, terminando ficcionalmente na República do Hatay. As cenas finais, gravadas não no Hatay mas um pouco mais a sul, na Jordânia, deram a conhecer ao mundo o esplendor das ruínas de Petra.

A Jordânia que vemos hoje não é propriamente um reino místico como o que encontrou Indiana Jones. Desde há muito aberto ao turismo, este é um dos destinos mais populares no Médio Oriente. Procure no Rumbo os seus voos baratos para a Jordânia. Em certas alturas encontram-se voos ao preço de uma viagem dentro da Europa!

Amã, a capital, ponto de chegada da maioria dos visitantes, não causará certamente uma boa primeira impressão a quem ali aterra. Para quem nunca esteve num país do Médio Oriente, pior ainda. Os edifícios, geralmente monocromáticos e de arquitetura tosca, cobrem as colinas da zona central.  Resquícios da presença romana, alguns museus, mercados e mesquitas, são o pouco que pode prender aqui o visitante. Amã não é uma cidade bonita. Poucos quilómetros a norte da capital encontramos os dois primeiros bons motivos para ir à Jordânia: as ruinas romanas de Gérasa e castelo de Ajloun. Depois de viajar pela Síria, Líbano e Turquia, não restam dúvidas de que as melhores ruínas romanas estão no Médio Oriente e, Gérasa, é uma delas.

Praça oval e cardo de Gérasa

Praça oval e cardo de Gérasa

O cardo (avenida principal) com mais de 800 metros de comprimento, ladeado de colunas e restos de templos, começa numa praça oval, única no mundo romano. Dois anfiteatros num estado de conservação irrepreensível, são ainda hoje palco de espetáculos regulares. Finda a visita a Gérasa, facilmente se vai no mesmo dia a Ajloun.

Ajloun é um dos grandes castelos da época das verdadeiras cruzadas e da luta por Jerusalém, muito frequentes nesta região. Mais a sul destacam-se ainda o castelo de Kerak, cuja história inspirou o filme Kingdom of Heaven (embora este tenha sido filmado em Marrocos) e o castelo de Shobak, já nas proximidades de Petra.

 

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Voltando a Amã, que apesar de tudo é uma boa base para explorar o norte da Jordânia, despenda de um dia para uma ida ao Mar Morto. Aproveitando para passar por Madaba, famosa pelos seus mosaicos romanos, aviste a terra prometida do mesmo local onde, segundo a tradição, Moisés o fez: o monte Nebo. Daqui pode avistar o vale do rio Jordão, o Mar Morto e as montanhas onde se ergue a cidade de Jerusalém.

Quatrocentos e vinte e sete metros abaixo do nível do mar, o Mar Morto é um local saído de outro planeta. Escolha uma das praias privadas dos muitos hotéis que ladeiam a sua margem, já que no final terá de tomar um duche de água doce para remover o sal da pele. Tome cuidado para não molhar os olhos ou a boca, que o sal faz arder à brava! Tudo é possível nestas águas, menos mergulhar: ler o jornal ou um livro, boiar com o menor esforço enquanto relaxa numa das águas com maior concentração de sal do mundo.

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Com menos sal e mais vida, as águas do mar Vermelho banham a Jordânia no extremo Sul do país, em Aqaba, uma popular estância balnear a poucos quilómetros de Israel, do Egipto e da Arábia Saudita.

Mar vivo ou morto, ruínas romanas ou castelos dos cruzados são tudo boas razões para ir à Jordânia mas, falta aquela que pôs este país no mapa do turismo: Petra. Petra estabeleceu-se como um importante entreposto comercial dos Nabateus, entre o porto de Aqaba e as cidades de Damasco e Palmira, 300 anos antes de Cristo. Prosperou depois sob o domínio romano e Bizantino até ao século VI d.C., quando um forte terramoto destruiu grande parte da cidade.

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Facilmente se passam aqui dois dias a explorar os vários templos escavados nas áridas montanhas, tarefa nem sempre fácil devido ao calor do deserto e à insistência dos beduínos em venderem uma bebida ou alugarem um burro.

O deserto, o último grande destino desta viagem pela Jordânia. Em Wadi Rum, o deserto dado a conhecer ao mundo no filme Lawrence da Arábia de 1962, as montanhas rochosas emergem das areias de tons vermelhos ou amarelos criando um cenário único no planeta. Um território inóspito a explorar sozinho ou com guia, em busca de vestígios nabateus ou pré-históricos, areias finas e arcos de pedra, paisagens a perder de vista e claro, para finalizar, uma noite no deserto, tendo por teto uma tenda beduína ou um céu iluminado por infinitas estrelas.

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Sobre o Autor

Samuel Santos

Samuel Santos

Em 2005 viajou até à Guiné com um grupo de escuteiros e, o contacto com aquele continente marcou-o de tal forma que no ano seguinte regressou, de carro. Decidiu começar a escrever o blog "Dobrar Fronteiras" (http://www.dobrarfronteiras.com/) com o intuito de inspirar e ajudar aqueles que lhe queiram seguir as pisadas. Acredita que viajar é para todos e sempre que pode, põe a mochila às costas e vai viajar.

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