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Locais pouco turísticos do Porto

Locais pouco turísticos do Porto
Novembro 04
09:25 2016

Já não é a primeira vez que visita o Porto e quer agora fugir ao óbvio? Já visitou a Sé, a Torre dos Clérigos, a Livraria Lello & Irmão, o Mercado do Bolhão, os Museus, Serralves e a Casa da Música? Se já passou pelos locais de visita obrigatória da cidade, apresentamos alguns menos conhecidos e menos turísticos, mas que vale mesmo a pena ficar a conhecê-los. Boas viagens!

 

 

1 – Jardim Botânico do Porto

(fonte: Wikimedia Commons)

(fonte: Wikimedia Commons)

Desde 1951 que o Jardim Botânico do Porto está nesta morada – ainda que tenha sido estabelecido em 1837 – e alberga uma variedade enorme de plantas: suculentas, tropicais e aquáticas, entre muitas outras. O jardim fica na rua do Campo Alegre, nº 1191. Está aberto todos os dias, das 9h00 às 18h00 e ao fim de semana das 10h00 às 18h00. A entrada é livre.

 

2 – Muralha Fernandina

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A maior parte dos turistas vai até ao tabuleiro superior da ponte Luís I para fazer a foto da praxe: apanhando o rio Douro e as duas margens do rio Douro, do Porto e de Vila Nova de Gaia. Mas, a Muralha Fernandina proporciona uma vista idêntica, num local pouco comum. Ainda que seja cada vez mais conhecido, este local continua a ser um dos locais menos turísticos, até porque nem toda a gente consegue dar com a entrada.

Para poder caminhar sobre a muralha Fernandina, tem de entrar na porta ao lado da Igreja de Santa Clara, caminhar sempre em frente e já vai ver as escadas que dão para a construção. A muralha foi construída no século XIV para proteger a cidade de ataques e ainda resistem alguns troços da mesma em vários pontos da cidade. Está aberta de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00. A entrada é livre.

3 – Guindalense

(fonte: dinheirovivo.pt)

(fonte: dinheirovivo.pt)

Fica com vista para o funicular dos Guindais, que passa o dia a subir e a descer. O Guindalense Futebol Clube é dono de uma esplanada com uma das melhores vistas sobre o rio Douro. Tem o leitor de descer (ou subir) as típicas escadas dos Guindais (ao lado da muralha e do funicular) para, no número 43, encontrar a sede do clube e este espaço autêntico com muita coisa para petiscar e beber. A noite de S. João será certamente a altura mais concorrida deste espaço, por ter vista direta para o fogo de artifício.

 

4 – Descubra as ruínas do Metro do Porto

Vai andar de metro no Porto? As escavações subterrâneas, das linhas do metro, davam por si só uma história, pelas surpresas que encontraram pelo caminho. Ou seja, em muitas das estações foram descobertos vestígios históricos do passado. Na estação do Campo 24 de Agosto, foi encontrada a “arca”, do século XVI, onde se armazenava água, ou seja, um poço com vários metros de profundidade. Chamava-se a Arca de Água de Mijavelhas e na estação podem ver-se essas mesmas ruínas, que estão lá expostas. E se está a perguntar o porquê de se chamar “Mijavelhas”… seria porque as vendedoras de pão e hortícolas, que vinham de fora da cidade, faziam desta zona a sua casa de banho.

5 – Palácio de Cristal

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(fonte: Wikimedia Commons)

Pode ser um dos pontos turísticos fortes, mas ainda não revela saturação. Aliás, tem das melhores vistas para o rio Douro e, por isso, acaba por ser um local de passagem obrigatória. E além da vista, admire os jardins românticos do Palácio que estão espalhados por oito hectares e foram planeados no século XIX, aquando do Palácio de Cristal (que era envidraçado e foi construído para acolher a Exposição Interacional do Porto). Que foi demolido em 1951 dando lugar ao atual Pavilhão Rosa Mota. Fica na rua D. Manuel II.

 

6 – Museu Romântico

museu-romaantico-no-porto

O Museu Romântico da Quinta da Macieirinha está ligado à história do rei do Piemonte e da Sardenha, Carlos Alberto, que se exilou no Porto e ficou até falecer, em 1849. Neste museu é a recriação de uma habitação burguesa portuguesa do século XIX: admire as diferentes salas, a capela, os quartos – dos adultos, das crianças e do rei – assim como objetos do dia a dia. O museu está aberto todos os dias (das 10h00 às 17h30, segunda a sábado e 10h00-12h30 e 14h00-17h30 ao domingo). Ao fim de semana a entrada é gratuita. Fica na Rua Entre-Quintas, nº 220 (abaixo do Palácio de Cristal).

 

7 – Quinta de Villar d’Allen

(fonte: Wikimedia Commons)

(fonte: Wikimedia Commons)

Este verde espaço fica na Rua do Freixo (nº 194) e é uma das quintas que permaneceram dos séculos XVIII e XIX. Pertence à família do negociante inglês João Allen e mantém os jardins românticos de outrora, com lagos e plantas exóticas, uma enorme coleção de camélias e pode encontrar aqui esculturas de Nicolau Nasoni. Tem um viveiro de plantas ornamentais, aberto de segunda a sábado; as visitas aos jardins têm de ser marcadas previamente (Telefone: 22 530 2741). A Casa e Quinta são Imóvel de Interesse Público.

8 – Museu Militar do Porto

(fonte: Wikimedia Commons)

(fonte: Wikimedia Commons)

Além da enorme (diz ser a maior do país) coleção de soldadinhos de chumbo (são mais de 16 mil peças!), o Museu Militar tem outros pontos de muito interesse. É o caso da espada que (pensa-se) terá pertencido ao primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Pode ver também peças que permitem ver a evolução das armas de fogo. O museu fica na Rua do Heroísmo, nº 392, e está aberto de terça a sábado. Entrada: paga

9 – Museu da Farmácia

(fonte: Wikimedia Commons)

(fonte: Wikimedia Commons)

Está fora do centro da cidade e só isso faz com que pouca gente o conheça. Fica na zona industrial do Porto (Rua Eng. Ferreira Dias, 728) e mostra a evolução desta área da saúde ao longo dos séculos. Foram recriados espaços como o da Farmácia Estácio ou da farmácia Islâmica. Entrada: 5€/adulto; 3,50€/estudantes e maiores de 65 anos; grátis para crianças até aos 2 anos (segunda a sábado, das 17h00 às 18h00 – 50 % de desconto na compra do Bilhete de Adulto)

10 – Miguel Bombarda

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(fonte: Wikimedia Commons)

No quarteirão em volta da rua Miguel Bombarda – e principalmente nesta mesma artéria – é onde estão situadas dezenas de galerias de arte. Basta ir percorrendo a rua e entrar nos vários espaços para admirar o trabalho de muitos artistas. As inaugurações das mostras são simultâneas e costumam ter animação nesta área.

Nota: as entradas nas galerias são gratuitas; as galerias fecham quase todas ao domingo e à segunda-feira.

11 – Igreja das Taipas

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Fica muito perto da muito visitada Torre dos Clérigos, mas a Igreja das Almas de São José das Taipas não será dos espaços mais procurados da cidade. E porque devia ser? Porque alberga, no seu interior, o que é o mais antigo presépio da cidade e um quadro que representa o acidente da Ponte das Barcas, em 1809. O quadro é de 1845 e a imagem mostra a luta contra as invasões francesas e o momento em que a ponte, feita de barca, se partiu por não suportar o peso de toda a gente que fugia.

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Sobre o Autor

Susana Ribeiro

Susana Ribeiro

Jornalista, adora contar histórias e é uma apaixonada por viagens. Susana Ribeiro encontra sempre um pretexto para passear. Depois de escrever, para vários órgãos de informação, sobre turismo, gastronomia, vinhos e viagens... decidiu colocar todas as suas dicas no ViajeComigo.com. As suas sugestões são para incentivar outros a descobrirem novas paragens. Por isso, diz: "Há sempre um sítio novo para conhecer, nem que seja na sua própria cidade. Cada viagem e viajante são singulares. Conheça o mundo à sua maneira".

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