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Mercado de Chichicastenango: o Mais Colorido do Mundo

Mercado de Chichicastenango: o Mais Colorido do Mundo
Novembro 02
10:25 2016

Localiza-se na Guatemala, não muito longe da Cidade de Guatemala e de Antígua. Na aldeia de Chichicastenango existe um mercado com profundas raízes históricas e que será provavelmente o mais colorido do mundo.

O Mercado de Chichicastenango

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Inicia-se bem cedo e é importante madrugar. Mais tarde começam a chegar os turistas e pela hora do almoço as hostes de grupos asiáticos já tomaram de assalto as ruas principais e torna-se difícil fotografar e sentir o ambiente original.

Existe um par de ruas principais, com destaque para a que desce em direcção à igreja, vinda da estrada nacional, e com aquela que passe diante da fachada do templo, perpendicular. Aí as mercadorias estão mais vocacionadas para os estrangeiros, mas não deixam de ser naturais. Os souvenirs são genuínos lenços e vestes locais e poucos são os artigos que foram concebidos especialmente para serem vendidos aos turistas.

O ambiente é extraordinário. Aqui os locais são quase todos índios, descendentes dos famosos Maias, e a língua que falam entre si é o Quechua, apesar de compreenderem bem o espanhol.

Há bancas com géneros de todos os tipos. Alfaias agrícolas, frutas, vegetais, roupas tradicionais e quinquilharia mais moderna. Existe um edifício coberto onde o tomate é rei. A imagem que se vê da plataforma do primeiro andar é surpreendente, com o vermelho daquela fruta a dominar o panorama.

Na rua passa uma menina de tenra idade levando um par de cabras pela trela. Um xaman corre, apressado, segurando as vestes que se assemelham a saias com uma mão. Em frente à alcaidaria um trovador de chapéu de cowboy extrai notas da sua guitarra e enche as imediações com o timbre doce da sua voz. Em ser redor acumula-se a miudagem que por ali anda a engraxar sapatos, fascinados pela música.

Dizem ser o mercado mais colorido do mundo e não admira. Se os vegetais e frutos combinados com as penas dos galos ali vendidos não fossem suficientes, podem-se adicionar as máscaras ancestrais e os lenços e vestidos tradicionais. É um espectáculo estonteante.

E para Além do Mercado

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Sejamos honestos. Para além do mercado não há muito para ver ou fazer em Chichicastenango. Afinal de contas é uma pequena aldeia que se distingue apenas pela tradição do seu mercado.

O cemitério é um ponto imperdível. Visto de longe será provavelmente ainda mais atractivo, com as campas pintadas em tons de cores garridas, uma alegria cromática comum na América Central mas pouco compreendida na Europa. Poderá caminhar pelos seus trilhos mas não será tão bonito e além disso existem alguns problemas de segurança no recinto, que é usado por habitantes locais como atalho.

Existem duas igrejas na aldeia dignas de nota. A igreja de São Tomás é a mais interessante. Construída há cerca de quatrocentos anos, tem dezoito degraus, que simbolizam os meses do calendário Maia. Nestes degraus encontram-se índias que vendem flores e vai-se espalhando incenso, que enche o ar em conjunto com o som da língua Quechua.

Existe um pequeno museu e um detalhe que poderá escapar aos menos atentos mas que não deixa de ser interessante: a alcaidaria, sede do poder local, está dividida em duas partes, com portas lado a lado. Uma, a normal, como em qualquer outro ponto da Guatemala. A segunda é uma autoridade índia, destinada a administrar os assuntos relacionados com os nativos guatemaltecos.

Aspectos Práticos

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O mercado é diário, mas às Quintas-feiras e Sábados as coisas são de outras dimensões. Esse é mesmo o mercado de Chichicastenango, aquele que construiu a fama, o que atrai viajantes e turistas. Começa muito cedo e estende-se pelo dia dentro.

Existem várias possibilidades para quem deseja visitar este mercado. A primeira será enquadrar-se numa tour, geralmente a partir de Antigua; a segunda será tentar a sorte com os transportes públicos, indo de manhãzinha e regressando ao fim do dia, e tendo em consideração que terá que mudar de autocarro algures a meio do percurso; a terceira implicar pernoitar na aldeia, e, apesar de também ter que usar os transportes públicos, tem grandes vantagens: ao acordar em Chichicastenango poderá dirigir-se ao mercado antes da chegada dos turistas, usufruindo do ambiente mais genuíno. Além disso não terá que se preocupar com a pressão da ida e volta no mesmo dia.

Não existe grande variedade em termos de alojamento. Há um par de hotéis para turistas mais abastados e um par de pensões baratas (2 ou 3 Eur por noite por um quarto privado) com condições em conformidade.

Em termos climatéricos não existem grandes alterações no decorrer do ano. Está frio, porque é alto, e o tempo pode não ser o mais agradável.

A segurança é considerável, apesar de existirem imensos carteiristas à procura de um alvo. Se se afastar da zona do mercado tenha alguma precaução.

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Sobre o Autor

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro: Nasceu e cresceu em Lisboa. Foi para o Algarve. Licenciou-se em História, andou dez anos com os galões dourados da Armada, até que mandou as rotinas à fava e passou a fazer websites. Agora está aqui, pronto para partilhar o que viu no Planeta. Lê, vê cinema, anda de moto 4, faz Geocaching e é Couchsurfer.

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