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Memorizar a numeração árabe vai ajudá-lo durante a sua viagem

Memorizar a numeração árabe vai ajudá-lo durante a sua viagem
Março 03
08:46 2017

Apesar dos conflitos que hoje grassam em muitos dos países árabes, situação que tem criado danos irreparáveis à população e destruído o turismo, a verdade é que existem, felizmente, várias excepções em destinos que merecem a sua visita. Lembre-se que estes povos são, regra geral, muito hospitaleiros e que não devem ser estabelecidos paralelos só porque partilham a mesma geografia ou religião.

Em viagens para destinos onde se fala árabe, mais do que dominar a língua, algo que nem sempre se revela muito fácil, há um simples aspecto que pode fazer toda a diferença: ser conhecedor da numeração árabe. Trata-se de um factor preponderante para a sua movimentação do dia-a-dia ou até na prévia negociação de um produto ou serviço.

Historicamente, a numeração árabe foi criada e desenvolvida pela Civilização do Vale do Indu – região onde actualmente se encontra o Paquistão –, tendo sido trazida para o Mundo Ocidental durante a Idade Média. Embora anteriormente já existissem referências a este sistema numérico na Europa, nomeadamente no Codex Vigilanus do ano 976, a grande transformação chega no século XII, com as traduções para o latim do “livro do cálculo algébrico e confrontação”, sobre os numerais indianos, escrito pelo matemático e astrónomo persa al-Khwarizmi. Este facto acaba por representar, não só uma mudança de paradigma, como a principal apresentação da notação posicional decimal no Ocidente.

mural-caligrafia-arabe

A língua árabe, actualmente falada por mais de 280 milhões de pessoas, é o idioma oficial de 22 países que se estendem do Norte de África ao Médio Oriente. A sua grafia, além de representar alguma complexidade, é conhecida por se registar da direita para a esquerda. Contudo, a numeração tem exactamente o mesmo peso, mecânica e lógica com que estamos habituados a trabalhar, ou seja, é escrita da esquerda para a direita e têm uma equivalência directa com os algarismos utilizados nas línguas ocidentais.

Assim, antes de viajar para qualquer um destes países, gaste um pouco do seu tempo para memorizar os caracteres que compõem a numeração árabe. Verá que o resultado, além de profícuo para a sua viagem, simplificará o seu dia-a-dia em situações, tais como: identificar um comboio ou autocarro; saber os preços assinalados nos mercados; encontrar a entrada para um edifício; não ficar surpreendido com a conta final de um restaurante; ou poder escrever as suas propostas de preço para a compra de um produto.

A equivalência entre a numeração árabe e a ocidental é a seguinte:

equivalencia-numeracao-arabe

A leitura ou escrita correspondente às dezenas, centenas ou milhares, resulta da agregação dos símbolos indicados acima e segue as regras com que estamos habituados a lidar.

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Sobre o Autor

Agostinho Mendes

Agostinho Mendes

Assim que atingiu a maioridade, informou a família que queria viajar e conhecer o mundo, mesmo que a sua vontade não fosse aprovada. A paixão pela arte de andarilhar já o fez passar por mais de 50 países em vários continentes. Em viagem, procura experiências intensas que já o levaram a viver com nómadas na Mongólia, famílias mosuos na China ou em aldeias nos Himalaias. É fotógrafo (http://www.agostinhomendes.com) e faz trekking.

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