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O que ver em Chaves: um recanto fabuloso na fronteira com Espanha

O que ver em Chaves: um recanto fabuloso na fronteira com Espanha
Março 15
08:44 2017

É no distrito transmontano de Vila Real, no local onde acaba Portugal e começa Espanha que se edifica a maravilhosa cidade de Chaves. Plantada junto ao rio Tâmega, esta cidade data da época romana, razão pela qual tomava o nome de Aque Flaviae, que remetia para o imperador Flávio Vespasiano. O nome alterou-se mas não a essência que lhe ditou a construção. É por isso que, anda hoje, os habitantes desta cidade são conhecidos como flavienses.

De uma beleza ímpar e com um coração pitoresco e tradicional, a cidade de Chaves convida os viajantes a conhecerem algumas das mais belas paragens nacionais, tanto no que respeita ao património como à própria paisagística que a envolve. Do centro histórico, passando pelo castelo, pelas igrejas e pela própria hospitalidade das gentes, este é um local que merece ser conhecido. Encontre já hotéis baratos em Chaves e programe o seu fim-de-semana na cidade!

Se ainda não sabe onde passar as suas próximas férias ou um final de semana especial, este é o local que lhe sugerimos. Trazemos até si esta magnífica cidade portuguesa, para que saiba de cor cada um dos recantos fabulosos que encontrará neste local plantado junto ao rio e encostado à fronteira espanhola.

Hoje, é isto mesmo que propomos: que nos acompanhe numa visita a este maravilhoso recanto fronteiriço para saber todas as riquezas que pode encontrar quando se propõe explorar um dos mais belos recantos do norte português.

1. Recantos para ver e sonhar

Uma das mais evidentes riquezas de Chaves é, sem sombra de dúvidas, o seu património histórico e arquitetónico. Um primeiro ponto de visita será, sem dúvida, o Castelo e a sua belíssima Torre de Menagem. Neste local será convidado a conhecer o Museu Militar e a saber mais sobre a história local e nacional, sendo levado da construção, às batalhas e, por fim, às ruínas das muralhas do local onde se erigia o castelo em tempos idos. A torre e o poço serão alguns dos espaços que o levarão, feito máquina do tempo, ao grandioso passado lusitano.

Abrindo o apetite pela história portuguesa, poderá ser compelido a seguir esta viagem ao passado, passando pelas igrejas e museus flavienses. Aqui, será convidado a conhecer a Igreja Matriz de Santa Maria Maior, espaço que data do século XII e cuja fundação medieval inclui estilos românicos, maneiristas e barrocos. Também a Igreja da Misericórdia lhe despertará a atenção. Fundamentalmente barroca, esta igreja destaca-se pelas pinturas no seu teto e o altar dourado. Nas suas paredes, os azulejos com motivos ancestrais relatam cenas do Novo Testamento.

Na busca pelo conhecimento, é ainda natural que queira perder-se nos museus locais. Recomendamos vivamente que visite o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, que toma o nome de um artista flaviense e foi projetado pelo afamado arquiteto Siza Vieira. A modernidade do edifício coaduna-se com as muitas exposições temporárias que alberga, com obras contemporâneas de diversos artistas. Por outro lado, poderá querer conhecer o lado mais ancestral da cidade e, para tal, recomendamos a visita ao Museu da Região Flaviense e ao Museu Ferroviário.

chaves castelo

Saindo dos museus, partimos rumo ao Pelourinho, localizado na Praça da República e mandado erguer por D. Manuel no século XVI. Daqui, seguirá rumo ao Paço dos Duques de Bragança, cujo edifício original era datado do século XV pelo primeiro duque de Bragança, D. Afonso. Atualmente encontrará no local um novo edifício, construído a partir das ruínas do anterior.

Se lhe agrada a ancestralidade das construções, ficará, por certo, fascinado com a antiga Ponte Romana de Trajano, que nos leva até ao século I e fazia parte do caminho que ligava Braga (Bracara Augusta, naquele tempo) a Astorga (na época, Asturica Augusta).

Também as termas romanas se enquadram nesta viagem ao passado. Estas foram descobertas por mero acaso, no momento da construção de um parque de estacionamento. Ainda não estão abertas ao público mas tratam-se de termas medicinais do século II e que se encontram em bom estado de conservação.

2. Recantos de cultura, lazer e tradição

Chaves não é apenas um local que vale pelo património. A tradição é também parte da malha que tece as ruas desta cidade. E, vivê-la em pleno será conhecer a feira que ocorre no seu centro todas as quartas feiras de manhã. Se a sua estadia coincidir também com o dia 8 de Julho, terá ainda a oportunidade de fazer parte das celebrações do dia do município.

chaves iglesia

Outra forma excelente de aproveitar os seus dias nesta região, será aproveitar os maravilhosos jardins. Encontrará vários em Chaves! Do maravilhoso Jardim Público, passando pelo jardim do Bacalhau e o jardim do Castelo, estes são os pulmões citadinos que o convidarão a respirar fundo e a aproveitar as maravilhas mais telúricas desta cidade.
Por fim, não deixe de conhecer o Parque Termal. As termas de Chaves são conhecidas pelas suas águas quentes, com sais minerais que estimulam o tratamento de doenças reumáticas, musculares e digestivas.

3. Recantos para provar e degustar

Se faz parte do grupo dos “gulosos” e adora provar sabores distintos e tradicionais, Chaves será, também, um fabuloso destino para si. Isto, claro, porque outra das maravilhas flavienses é a gastronomia. Embora os pastéis de Chaves sejam o tesouro gastronómico mais conceituado da região, existem outros sabores que vale a pena provar durante a sua estadia o cabrito, a vitela, o cozido à transmontana, as trutas recheadas e, claro, os enchidos, onde se destaca o sabor do famosíssimo presunto de Chaves.

Estes são sabores que vão, certamente, deixá-lo de água na boca e apresentar-lhe o que de melhor se cria na gastronomia tradicional portuguesa.Chaves será, por tudo isto, o destino perfeito para conhecer um tesouro português às portas de Espanha. Não deixe de visitar esta cidade e de se surpreender com a incrível riqueza dos seus recantos, da sua gastronomia e da sua tradição.

Esta será, certamente, uma viagem que não conseguirá esquecer e da qual levará a memória de um dos mais belos espaços fronteiriços do nosso Portugal.

Fotos: João CarvalhoAntónio Amen

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Sobre o Autor

Marina

Marina

Viajar alimenta-nos a alma de conhecimento das coisas, dos outros e de nós próprios. Gostava de viver mil anos para conhecer mil destinos! É a escrita que me compensa o sonho quando a realidade tarda.

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