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O que ver

O que ver na Batalha em um dia

O que ver na Batalha em um dia
Fevereiro 20
08:40 2017

Situada na região centro de Portugal, no distrito de Leiria, encontrará a maravilhosa vila da Batalha. Região pouco habitada, conta com menos de dois mil residentes, que se dividem por quatro freguesias. Esta pequena terra portuguesa trata-se de um local imperdível para quem se encontra de visita ao nosso país ou para os portugueses que queiram “ir para fora cá dentro”, contendo, nas suas fronteiras, uma riqueza inegável e diversificada.

Do património arquitetónico e histórico, passando pelas belíssimas construções e espaços naturais e até à beleza das suas paisagens, a Batalha engloba, na sua pequena alma, muito do que torna Portugal um país sem par. Vagueando pelas ruas desta vila, poderá cruzar-se com alguns dos mais belos monumentos nacionais, provar iguarias fabulosas e que afamam a região ou simplesmente deliciar-se com a herança hospitaleira deste local. Neste artigo, deixaremos algumas sugestões para que possa viver um dia perfeito enquanto desvenda os recantos maravilhosos que se erguem em cada esquina pelas ruas da Batalha.

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(fonte: andr3 / flickr CC)

1. Uma visita à história

Caminhar pelas ruas da Batalha é pisar as pedras de uma povoação fundada pelo rei D. João I, após a vitória lusa na Batalha de 1385. Encontrará, neste local, a memória do orgulho lusitano, impresso e moldado nas pedras patrimoniais onde se teceu a história nacional. Encontrará, igualmente, nas suas gentes, a memória que não desvanece nem morre desse passado feito de vitórias e heróis.

2. Momentos de contemplação

Muito da Batalha é o seu mosteiro… mas nem só o Mosteiro faz a Batalha. A imponente construção, de construção arquitetónica ao estilo manuelino, que toma o nome de Mosteiro de Santa Maria da Vitória, é, sem sombra de dúvida, um dos mais belos e imponentes monumentos de todo o nosso país. Coração de pedra, no centro da vila, este está rodeado por construções modernas e desinteressantes, mas é um sopro de passado que facilmente esmorece e faz desvanecer a memória dos prédios que o cercam. À sua frente, celebra-se, com uma magnificente estátua equestre, a vida do general D. Nuno Álvares Pereira, que se imortalizou pela valentia e pela fé na Batalha de Aljubarrota.

Mas nem só aqui se diluirá o dia do visitante. Locais mais telúricos, como o Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, a Escarpa de Falha do Reguengo do Fetal ou as Grutas de Mira de Aire irão convidar o turista a deliciar-se com o trabalho da Natureza e a Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz, juntamente com o Museu Etnográfico da Alta Estremadura, convidarão os mais interessados a conhecer um mundo de história e religião para compreenderem melhor os fios que tecem a tradição e a vida deste nosso Portugal.

3. Batalha num só dia

(fonte: pedrocaetano / Flickr CC)

(fonte: pedrocaetano / Flickr CC)

Um bom local para começar a sua visita será, justamente, esse coração manuelino, feito de pedra e recordação. O Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou simplesmente Mosteiro da Batalha, como geralmente se denomina) trata-se de uma fabulosa obra que foi, inclusivamente, considerada Património Mundial pela UNESCO. Ao nível arquitetónico, este mosteiro alberga muito do estilo gótico e manuelino. Ao nível onírico, transporta a promessa realizada por D. João I, que o mandou erguer no ano de 1388 para celebrar a vitória portuguesa sobre os castelhanos na Batalha de Aljubarrota.

No seu exterior, o visitante encontrará as janelas esculpidas, os corrimões, os pináculos e os parapeitos trabalhados. Já no interior será suplantado pela grandiosidade abobadada e gótica dos seus salões, onde os vitrais coloridos criam arco-íris de luz e sonho. Aqui descansam os restos mortais de D. João I e da esposa Philippa de Lancaster, que, na pedra, dão as mãos pela eternidade. Também os seus quatro filhos encontraram descanso dentro das paredes deste mosteiro.

Os claustros do convento são outro dos seus pontos fortes mas é nas capelas imperfeitas que a realidade conhece a lenda e arrepia quem visita este monumento. O seu pórtico de quinze metros de altura ergue-se, com os seus caracóis e motivos florais esculpidos. Inacabadas no nome e no plano, estas capelas prometem dar ao visitante uma sensação de plenitude sem igual.

Daqui, o visitante poderá partir para uma visita às Igrejas. Encontrará a Igreja da Exaltação de Santa Cruz, um edifício que o tempo desgastou sem que, no entanto, fosse posta em causa a sua beleza. O altar principal, em mármore, é uma das suas maravilhosas caraterísticas. Os amantes da história não poderão, também, deixar de se perder no Museu Etnográfico da Alta Estremadura.

Por fim, o visitante precisará de se aventurar na descoberta das grutas da região. As Grutas da Moeda e as Grutas de Mira de Aire são de visita obrigatória para quem se delicia com as maravilhas naturais. Tendo sido considerada uma das 7 maravilhas naturais do nosso país, as Grutas de Mira de Aire merecem especial atenção por se tratar do maior conjunto de grutas visitáveis em Portugal. Com mais de 4 quilómetros de comprimento, estas levam-nos cerca de 110 metros abaixo do solo, por 683 degraus que descem em forma de espiral. Aqui será convidado a conhecer o Grande Salão, a Sala Vermelha e o Grande Lago. Uma experiência no limiar do sonho, que o deixará deslumbrado com a magnificência natural do nosso país.

4. Sabores da Batalha

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Ao percorrer as ruas da Batalha não encontrará apenas monumentos, beleza e hospitalidade. Encontrará também aromas e sabores que irão garantir que o dia é marcado pelo melhor da gastronomia nacional. Os sabores da carne e do bacalhau são muito comuns na região e a doçaria tradicional predomina. Não deixe de provar as sopas verdes, o porco em tacho de barro, a morcela de arroz ou o bacalhau com batatas a murro. E, claro, deixe a dieta de lado para provar os bolos de ferradura, as cavacas, os bolos de palma e o pudim da Batalha.

Por entre todas estas sugestões, está garantido um dia recheado, onde haverá um pouco de tudo o que torna gigante este nosso pequeno país. Aventure-se pelas ruas da Batalha e respire o ar da memória intemporal e histórica que ergueu uma vila sem par no coração português.

Fotos: © wolszczak / © Abaev25

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Marina

Marina

Viajar alimenta-nos a alma de conhecimento das coisas, dos outros e de nós próprios. Gostava de viver mil anos para conhecer mil destinos!
É a escrita que me compensa o sonho quando a realidade tarda.

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