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Cá Dentro: o que ver no Marvão

Cá Dentro: o que ver no Marvão
Dezembro 26
08:16 2016

O Marvão é uma das três povoações portuguesas que sobreviveram até aos dias de hoje no interior de castelos medievais, quando que as outras duas serão Óbidos e Monsaraz. De entre as três o Marvão será a mais isolada, logo, a menos turística. É um local que irradia uma aura de mistério e que não poderá deixa de impressionar quem o visita pela primeira vez.

Um Pouco de História

Já desde o período de ocupação romana que o penedo imponente onde se encontra o Marvão tem sido ocupado para fins militares. Mas a localidade, essa, foi fundada séculos mais tarde, pelo muladi Ibn Marwan al-Yil’liqui, um árabe dissidente que criou um reino rebelde baseado em Badajoz. Negou a autoridade de Córdova, decretou o seu Estado sufi e criou a povoação do Marvão, ao que tudo indica, no ano de 884, cerca de cinco anos antes da sua morte.

O castelo foi tomando pela primeira vez pelos portugueses liderados por Dom Afonso Henriques por volta de 1160, para cair de novo em mãos árabes uns anos depois, antes de passar definitivamente para posse de Portugal. Ao longo da história teve grande importância na defesa daquela região fronteiriça, nomeadamente nas múltiplas guerras contra Castela e contra Espanha.

Visitar o Marvão

turismo-marvao

Para a maioria dos portugueses e dos visitantes estrangeiros não é especialmente fácil chegar ao Marvão. Localiza-se numa das zonas mais remotas do país, no distrito de Portalegre, bem perto da fronteira com Espanha e a algumas horas de viagem por carro de Lisboa.

Mas o esforço compensa. Precisamente pela distância encontra-se ainda a salvo do turismo de massas e muita da atmosfera genuinamente local é ali conservada.

A sua posição, no topo de uma montanha, é impressionante. Tomar o Marvão pela força seria uma tarefa árdua e mesmo hoje implica conduzir por uma íngreme estrada até chegar às portas do castelo. Isto significa que as vistas lá de cima são de cortar a respiração. Em alguns pontos, a parede rochosa cai a pique, tornando impossível uma abordagem a partir de baixo.

O Marvão tem apenas 500 habitantes, mas mesmo assim é vila e sede de concelho. As suas ruas têm o charme próprio de algo que já viu acontecer muito. São séculos de vida, testemunhados por aquelas vielas que hoje podemos percorrer, deliciando-nos com os detalhes do casario e da fortaleza e castelo que defendem aquelas terras há séculos.

The Marvao Castle located on top of a cliff with a view over the Alto Alentejo landscape. Marvao, Portalegre District, Alto Alentejo Region, Portugal. Candidate to World Heritage Site by UNESCO.

Castelo do Marvão

Há muito para explorar, muitas ameias, muitas torres e centenas de metros de muralha para percorrer. As edificações militares são mesmo o que de mais importante foi construído pelo Homem no Marvão, mas o Convento de Nossa Senhora da Estrela, fundado em 1448, merece uma visita. Existe uma lenda local que diz que ali foi escondida pelo último monarca visigodo a imagem de Nossa Senhora, que terá sido resgatada pelos cristãos depois da tomada do Marvão aos mouros.

O Museu Municipal do Marvão é algo original: não é todos os dias que encontramos museus instalados numa igreja recuperada. Mas é o caso do Marvão, onde a Igreja de Santa Maria, em avançado estado de decadência, foi renovada pelo município para albergar o museu, que abriu as portas em 1987.

Ainda de referir a igreja renascentista do Espírito Santo e antiga casa do Governador, onde se podem observar janelas de sacada em granito e varandas trabalhadas em ferro forjado.

Vila do Marvão

Vila do Marvão

Nos Arredores do Marvão

Não muito longe do Marvão vamos encontrar a cidade romana de Ammaia, fundado no século I a.C. Nos últimos vinte anos têm sido levados a cabo extensos trabalhos arqueológicos e foi estabelecido no local um centro interpretativo onde o visitante poderá visitar uma pequena exposição de artefactos encontrados durante as escavações.

O Moinho da Cova é um moinho de água recuperado, junto à aldeia de Portagem, que pode ser visitado pelos viajantes. É, por assim dizer, um museu da moagem, demonstrando as técnicas ancestrais utilizadas nesta actividade.

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Sobre o Autor

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro: Nasceu e cresceu em Lisboa. Foi para o Algarve. Licenciou-se em História, andou dez anos com os galões dourados da Armada, até que mandou as rotinas à fava e passou a fazer websites. Agora está aqui, pronto para partilhar o que viu no Planeta. Lê, vê cinema, anda de moto 4, faz Geocaching e é Couchsurfer.

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