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O que ver

O que ver no Museu do Louvre

O que ver no Museu do Louvre
Setembro 28
10:09 2016

Este é um dos locais mais visitados do mundo inteiro. Na capital francesa, o Museu do Louvre recebe quase 10 milhões de visitantes por ano. Incrível, não é? Mas, vendo o seu recheio é fácil de perceber o porquê. Até porque há muita gente que volta uma e outra vez, porque não dá para ver tudo, de uma só visita – e foi o nosso caso. São várias as salas, em três andares, e estão divididas por épocas, continentes e vertentes artísticas. Da Grécia Antiga aos nosso dias, há de tudo um pouco para “absorver” no Louvre.

O que ver no Museu do Louvre?

O Museu está instalado no Palácio do Louvre, no centro da cidade de Paris, junto ao rio Sena, e abriu as portas ao público a 10 de agosto de 1793. Este edifício foi sede do poder de França desde 1190, com Filipe II, até ao reinado de Luís XIV, que entretanto se mudou para Versalhes, em 1682.

No exterior destaca-se, no centro do edifício clássico, a estrutura de vidro moderna: a Pirâmide do Louvre foi inaugurada em 1989, obra do arquiteto Ieoh Ming Pei e a Pirâmide Invertida ficou concluída em 1993. A inspiração para a pirâmide de vidro veio dos modelos egípcios. Ambas são também motivo de as visitas ao museu terem aumentado desde então.

(autor: Dustin Gaffke / Flickr CC)

(autor: Dustin Gaffke / Flickr CC)

Basta ficar atento às movimentações dos visitantes e verificar que a maior parte está muito interessada em ver ao vivo o quadro da Mona Lisa. É o único quadro com várias indicações de onde fica e com gente a fazer fila para fotografar! O curioso é ver que os outros quadros da mesma sala não têm um décimo da atenção da que é considerada uma das obras-primas de Leonardo Da Vinci.

E porque é Mona Lisa o quadro mais valioso do Museu do Louvre? De referir que o quadro está na Ala Denon (no 1º andar, na sala nº 6) onde estão outros quadros de Leonardo Da Vinci, que pode ver.

  • Também apelidada de “Gioconda”, a pintura começou a ser feita em 1503 (até 1506) e o artista usou a técnica do sfumato e é visto com um quadro que representa tanto o sexo feminino como o masculino.
  • Muito se especula sobre quem terá sido a modelo do quadro, dizendo-se que seria a esposa de um governante ou de um comerciante de Florença.
  • Outros dizem que é um auto-retrato de Leonardo Da Vinci, vestido de mulher.
  • A pintura foi comprada pelo rei Francisco I de França, que a teve exposta em Versalhes. Depois da Revolução Francesa, o quadro veio para o Louvre.
  • A obra foi roubada por um funcionário do museu, em 1911, e foi recuperada em Itália.
  • Em 1956 e 2009 a obra foi atacada várias vezes: deitaram ácido, café sobre a pintura e atiraram pedras, em ocasiões diferentes, o que explica porque hoje em dia seja o quadro com maior segurança no museu e vidro à prova de bala.
(autor: lordferguson / Flickr CC)

(autor: lordferguson / Flickr CC)

Antes de sair desta sala da Mona Lisa, na Ala Denon, atente ao enorme quadro que exibe “As Bodas de Caná”, por Paolo Veronese, pintada entre 1562 e 63. Veja os pormenores de perto. É uma obra muito rica em detalhes. Foi pintada a óleo e é o maior quadro de todo o museu, cobrindo toda uma parede (666 cm  × 990 cm). Reza a história que o quadro esteve num mosteiro em Veneza, até Napoleão o ter “levado” para Paris. Pela sua dimensão, o quadro foi cortado ao meio e depois voltaram a juntá-lo.

O Museu do Louvre está dividido em três alas: a Ala Sully a leste, a Ala Richelieu a norte, e a Ala Denon; são três andares e oito secções que guardam mais de 380 mil items e 35 mil obras de arte em exposição permanente.

AS COLEÇÕES DO LOUVRE:

No rés-do-chão das Alas Richelieu e Sully estão as Antiguidades do Próximo Oriente (7.500 a.C – 500 d.C.). As Antiguidades Egípcias (4.000-30 a.C.) estão na Ala Sully, no rés-do-chão e primeiro andar.

(autor: Carole Raddato / Flickr CC)

(autor: Carole Raddato / Flickr CC)

Entre as Alas Denon e Sully estão as Antiguidades Gregas (6.500-30 a.C.) – nos níveis -1, 0 e 1.

Para ver as Antiguidades Romanas (100 a.C.-500 d.C.), deambule pelas Alas Denon e Sully percorrendo as salas do rés-do-chão e primeiro andar.

No rés-do-chão da Ala Denon estão as Antiguidades Etruscas e da Península Itálica (900-200 a.C.). A Arte do Próximo Oriente e Egito (30 a.C.-1.800 d.C.)

Está nos níveis -2, e -1, Ala Denon; Arte Islâmica (700-1800) nos níveis -1, -2, Ala Denon; e depois várias esculturas e pinturas, de várias parte do mundo, entre as alas Richelieu e Ala Denon.

Se pretende visitar as Artes Decorativas da Europa (500-1850), elas estão divididas pelas três alas do museu, no primeiro andar. As Artes de África, Ásia, Oceânia e Américas (700 a.C.-1.900 d.C.) estão no rés-do-chão na Ala Denon.

Uma das novidades para este ano, a partir do mês de outubro de 2016: os Desenhos, Gravuras e Estampas da Europa (1350-2016), podem ser encontrados no primeiro andar da Ala Sully.

O que ver no Museu do Louvre, além do que já foi referido?

(autor: CK Golf / Flickr CC)

(autor: CK Golf / Flickr CC)

Os aposentos de Napoleão e o quadro de Vermeer “A Rendeira” na Ala Richelieu. Na Ala Sully vai encontrar a estátua de Ramsés II e a estátua da Grécia Antiga, Vénus de Milo. Na Ala Denon, destacamos a Galeria de Apolo, com todos as suas pinturas e dourados. É um local que não vai esquecer, Também nesta ala – sim, é aqui que estão tanto a Mona Lisa como as Bodas de Caná – está o conhecido quadro de Eugéne-Delacroix “ A liberdade guiando o povo” e um outro da “Coroação de Napoleão”, por Jacques-Louis David (1805-1807).

Quando estiver dentro do Louvre, não se esqueça de levantar a cabeça e admirar os tetos. Há frescos pintados e alguns são verdadeiras obras-primas, representando cenas da História. Acredite que são mesmo para admirar calmamente.

Nota: o bilhete do Museu do Louvre dá para visitar gratuitamente a casa-museu do pintor Eugéne-Delacroix, que fica a cerca de 15 minutos a pé do Museu do Louvre. Para ser gratuita, a entrada tem de ser efetuada no mesmo dia da visita ao Louvre.

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Sobre o Autor

Susana Ribeiro

Susana Ribeiro

Jornalista, adora contar histórias e é uma apaixonada por viagens. Susana Ribeiro encontra sempre um pretexto para passear. Depois de escrever, para vários órgãos de informação, sobre turismo, gastronomia, vinhos e viagens… decidiu colocar todas as suas dicas no ViajeComigo.com. As suas sugestões são para incentivar outros a descobrirem novas paragens. Por isso, diz: “Há sempre um sítio novo para conhecer, nem que seja na sua própria cidade. Cada viagem e viajante são singulares. Conheça o mundo à sua maneira”.

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