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A pé pela Costa Atlântica de Portugal: A Rota Vicentina

A pé pela Costa Atlântica de Portugal: A Rota Vicentina
Abril 28
08:45 2016
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A Primavera é a estação do ano mais apropriada para caminhadas. Por um lado, pelo bom tempo – nem frio nem calor -; depois, porque as paisagens naturais que percorramos se apresentarão particularmente espectaculares, com um manto verde de árvores verdes e plantas e flores em plena ebulição. Tudo isto, e muito mais, figura neste mega plano para um fim de semana – ou por um período mais longo se dispuserem de mais dias – empreenderem a chamada Rota Vicentina (ou parte dela).

Concretamente: qual é o seu itinerário? É um caminho, por assim dizer, que abrange um total de 340 quilómetros e que segue o recortado da costa Atlântica, no sudoeste. Parte (ou finaliza) em de Santiago do Cacém, no Alentejo, e vai até ao Cabo de São Vicente, no Algarve. Integra a grande GR11, que é uma das redes de caminhantes que conectam a Europa: neste caso ligando São Petersburgo com Sagres, a pé.

O que podemos encontrar? Às vezes é complicado explicar em palavras as emoções que um determinado lugar pode suscitar. Basta dizer que as falésias e as vistas infinitas sobre o Oceano encolhem a alma e os campos de flores alegram o coração. Carrapateira, uma das mais belas praias do Algarve; Vila do Bispo, no extremo sul da península; Arrifana, uma prainha escondida debaixo dos penhascos … Estas são algumas dessas paisagens que irão colorir a escapada e que farão com que queiras voltar.

vila do bispo

Vila do Bispo. Foto: Maéva Pensivy/ Flickr CreativeCommons.

A Rota Vicentina divide-se em dois trajectos diferentes. Um deles é o “caminho histórico” e o outro o “caminho dos pescadores”. Este último é mais curto e leva-nos sempre junto ao mar, por sendas que comunicam com as praias. Costumam estar muito tranquilos por serem praticamente desconhecidos e de difícil acesso. São 111 quilómetros e o recomendável – tanto numa opção como na outra – é a de fazer jornadas de não mais de 25 km, semelhante ao que é aconselhado quando se faz o Caminho de Santiago. No total, reparte-se em quatro fases, com cinco traçados complementares. O “caminho dos pescadores” está compreendido entre Porto Covo e Odeceixe e ao longo do mesmo encontramos alojamentos associados, assim como restaurantes e pousadas onde podemos degustar marisco e pescado excepcional.

Quanto ao “caminho histórico “, este já é mais longo, com 230 quilómetros de extensão. Tem início em Santiago do Cacém e vai até ao Cabo de São Vicente. É essencialmente um roteiro rural com 12 etapas que atravessam caminhos florestais, vilas e aldeias com séculos de história. Há a opção de ir a pé ou em bicicleta. Este percurso divide-se em 13 etapas passando por enclaves como Aljezur, conhecida pelas ruínas, bem conservadas, do seu castelo-fortaleza no alto de uma colina.

rota vicentina

Foto: Dani Alvarez/ Flickr CreativeCommons.

A Rota Vicentina tem estado em destaque, principalmente nos últimos anos, com o objectivo de promover o ecoturismo em terras Lusas. O património natural do nosso país é impressionante e esta escapadela rural é a melhor maneira de comprová-lo ao vivo e a cores. Na retina levarão imagens como as ruínas de Miróbriga, nas imediações de Santiago do Cacém, importante centro agro-pecuário e termal do tempo dos Romanos; a alvura das casas que formam Porto Covo, em Sines. A imagem das suas praias apaziguam qualquer espírito e, se nos detivermos no horizonte, poderemos avistar a ilha abandonada do Pessegueiro. Apenas 250 metros a separam da península de maneira que alguns audazes se lançam à água para chegar até lá… O comum dos mortais pode ir em barco, certamente mais recomendável e seguro, uma vez que é uma zona de fortes correntes.


© Artigo traduzido por Miguel Albuquerque.

Foto destacada: Cláudio Franco/ Flickr CreativeCommons.

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Sobre o Autor

María Sanchez

María Sanchez

Viajera, que no turista; periodista y bloguera, que no redactora. Porque no es lo mismo ser que estar, SOY comunicadora por vocación. Licenciada en Periodismo, con amplia experiencia en medios de comunicación y redes sociales, mi gran pasión es descubrir Mundo. La mejor forma de recordar un viaje, contándolo. Puedes encontrarme en la blogosfera y en las redes sociales. Bon voyage!

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