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Refúgios a procurar para sobreviver a uma “pandemia” zombie

Refúgios a procurar para sobreviver a uma “pandemia” zombie
Fevereiro 24
07:47 2016

Para os (ávidos) seguidores, a semana passada ficou marcada pelo regresso da série de culto “The Walking Dead“. Na redacção da Rumbo, enquanto aguardávamos pela transmissão do nono capítulo da sexta temporada, pusemo-nos a pensar onde nos refugiaríamos se, de repente, nos víssemos num cenário em que um vírus que transformasse as pessoas em zombies infectasse uma boa parte da população mundial.

Remédio santo não haveria, mas a verdade é que já se fez um ou outro estudo a este respeito. Um deles, levado a cabo pela universidade norte-americana de Cornell – doutro país é que seria para admirar – aponta como medida sensata evitar as cidades mais populosas pois cairiam primeiro. O melhor seria procurar abrigo nos arredores ou em regiões menos habitadas.

Tendo em conta estas indicações, seleccionámos cinco recantos do planeta onde acreditamos que poderíamos sobreviver a este cataclismo…SALVE-SE QUEM PUDER!

Península do Cabo York, Austrália

Natureza espectacular e reduzida densidade populacional. Soa bem, não? Isto é, em traços gerais, o que se encontra a norte de Queensland, uma localidade com cerca de 18.000 habitantes entre os quais um forte contingente de tribos indígenas da região.

Peninsula do Cabo York, Australia. Foto: Doug Beckers/ Flickr CreativeCommons.

Peninsula do Cabo York, Australia. Foto: Doug Beckers/ Flickr CreativeCommons.

Muitas pessoas aproveitam a visita para se por ao volante de um 4×4 para descobrir todos os seus encantos. Seguramente que não se vão arrepender. São famosas as pinturas rupestres aborígenes. Um lugar ideal para procurar abrigo e manter-nos sãos, e a salvo dos…roamers.

La Rinconada, Peru

Os rotters que “queiram” deitar-nos a mão terão de subir mais de 5.400 metros, acima do nível do mar, que é onde se encontra aquele que é considerado o local a maior altitude do planeta. Tão agradável como inacessível, La Rinconada está situada num glaciar permanentemente congelado, com uma população que chega aos 30.000 indivíduos.

La RInconada, Perú. Foto: Albert Gonzalez Farran/ Flickr.

La Rinconada, Perú. Foto: Albert Gonzalez Farran/ Flickr.

As suas coordenadas colocam-na nos Andes e o clima não é para brincadeiras: verões húmidos e invernos secos e frios, com nevões frequentes. Uma vez chegados aqui – não sem antes empreender uma escalada – apreciem a lagoa Rinconada, com grande biodiversidade, a lagoa lunar, a zona nevada de Ananea, para os amantes do ski, e as minas de ouro da região.

Ilha da Páscoa, Chile

Confesso que é dos meus favoritos: a Ilha de Páscoa está localizada na Polinésia, em pleno Oceano Pacífico, e pertence ao Chile. É um destino um tanto ou quanto desabitado, com excepção de Hanga Roa, a capital, que concentra a maior parte dos cerca de 4.000 habitantes que aí vivem.

Ilha da Páscoa, Chile. Foto: Frank Kehren/ Flickr CreativeCommons.

Ilha da Páscoa, Chile. Foto: Frank Kehren/ Flickr CreativeCommons.

Seguramente que alguns de vocês saberão que a ilha é sobretudo conhecida pelas suas figuras misteriosas, cuja origem estará associada à cultura ancestral da etnia Rapanui. As enormes estátuas que monopolizam as imagens dos postais da ilha são conhecidas como moai, declaradas pela UNESCO como Património da Humanidade.

Tristão da Cunha, Atlântico Sul

Entre a África e a América do Sul, perdido no meio do Oceano Atlântico encontra-se Tristão da Cunha, uma ilha que ostenta o título de ilha habitada mais remota do planeta segundo o Guinness Book of Records.

Tristan da Cunha. Foto: Brian Gratwicke/ Flickr CreativeCommons.

Tristan da Cunha. Foto: Brian Gratwicke/ Flickr CreativeCommons.

Na verdade, trata-se de um arquipélago que assume o nome da sua ilha principal, a única habitada com 267 habitantes e 72 quilómetros quadrados.

Como lá chegar? Não é nada fácil, mas isso deverá ser motivo de alívio porque se para nós é complicado encontrar este refúgio, para os walkers que nos perseguiriam, mais ainda. Alguns cruzeiros param em Tristão da Cunha e uma forma alternativa de aí pôr o pé, por nossa conta, é através dos barcos que partem da Cidade do Cabo, na África do Sul, para lá.

Mêdog County, China

Dos 2.100 municípios principais da República Popular da China, Mêdog é o único que não está ligado ao resto do país – e ao mundo – por estrada. Abrange uma área de 30.550 quilómetros quadrados e é habitado por cerca de 10.000 almas. Com efeito, já se tentou, em várias ocasiões, construir acessos a este enclave, mas todas foram mais ou menos fracassando devido à complexa orografia da zona.

Mêdog County. Foto: Chinatouradvisors.com.

Mêdog County. Foto: Chinatouradvisors.com.

Esse isolamento tem muito a ver com a espiritualidade desta comarca chinesa, que é considerada a última do país, antes de entrar em território indiano, atravessada pelo rio Brahmaputra. É uma área de grande beleza que é creditada com a distinção de “Lugar mais Sagrado” segundo o Budismo Tibetano. Outro bom motivo para nos escondermos aqui se enfrentarmos um cenário apocalíptico…


© Artigo traduzido por Miguel Albuquerque.

Foto destacada: Frank Kehren/ Flickr CreativeCommons.

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Sobre o Autor

María Sanchez

María Sanchez

Viajera, que no turista; periodista y bloguera, que no redactora. Porque no es lo mismo ser que estar, SOY comunicadora por vocación. Licenciada en Periodismo, con amplia experiencia en medios de comunicación y redes sociales, mi gran pasión es descubrir Mundo. La mejor forma de recordar un viaje, contándolo. Puedes encontrarme en la blogosfera y en las redes sociales. Bon voyage!

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