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Entre velas, incenso e Nazarenos: a Semana Santa andaluza por Sevilha, Málaga e Granada

Entre velas, incenso e Nazarenos: a Semana Santa andaluza por Sevilha, Málaga e Granada
Março 07
15:26 2016

Estão classificadas como celebrações de Interesse Turístico Internacional, são a melhor representação de uma das tradições mais enraizadas no país vizinho tornando estas cidades em sérias candidatas a assumirem-se como destinos prováveis para as primeiras férias de 2016. Referimo-nos à Páscoa, ou Semana Santa, em três das mais belas cidades espanholas: Sevilha, Málaga e Granada. A proposta? Embrenhar-se, tal e qual um qualquer andaluz, pelas suas ruas e praças, munido do mapa com as procissões e confrarias anotadas, para ficar a conhecer quais as representações bíblicas que maior devoção e expectativa despertam.

Começamos o périplo por Sevilha, cuja Semana Santa está entre os destinos preferidos da temporada, tanto para os locais como para os forasteiros que visitam a Península. No total, percorrem as principais artérias da cidade até 60 confrarias – congregações em torno duma irmandade com as suas figuras que saem em procissão – acompanhadas por cerca de 60.000 Nazarenos – devotos com vestes típicas desta tradição, com o capuz branco pontiagudo. Uma vez pela capital da Andaluzia não podem perder a “Madrugá, que tem lugar na noite de Quinta para Sexta-feira Santa. Nessa efeméride desfilam pelas ruas algumas das peças mais queridas pelos sevilhanos: Jesus del Gran Poder, Macarena ou Esperanza de Triana.

semana santa sevilla

Tão importante como presenciar estes “pasos” é desfrutar da distinta gastronomia andaluza própria da Quaresma e da Páscoa: a leche frita con sopa de vainilla y canela é confeccionada um pouco por todos os lares da região, assim como os guisados com o bacalhau como o ingrediente estrela, as torrijas (em tudo iguais às nossas rabanadas) e os buñuelos de viento (mais conhecidos por “sonhos” em Portugal). E que dizer dos pestiños (primos das filhoses) – feitos à base – de vinho doce de Málaga, que só de mencioná-los faz crescer água na boca, elaborados com sementes de gergelim, farinha, anis, azeite, açúcar, um pouco de sal e…esse néctar tão Malaguenho!

Gastronomia andaluza própria da Quaresma e da Páscoa: Torrijas.

Gastronomia andaluza própria da Quaresma e da Páscoa: Torrijas (rabanadas).

Por falar em terras malaguesas, esta será a próxima paragem. A Costa del Sol também ostenta tradições na lapela. Algumas das suas datas festivas coincidem com as de Sevilha, mas temos um plano: Quinta-feira Santa pela manhã marcar presença no porto para assistir ao famoso “Desembarco de la Legión“, para acompanhar aquele que foi baptizado de Cristo de la Buena Muerte. Em determinados pontos – daquele que será o traçado oficial da procissão – os presentes vão cantando o hino da Legião: “soy el novio de la muerte“. Outros pontos altos desta Semana Grande pela Costa del Sol? No Domingo de Ramos, com a muito querida Pollinica, que serve de mote destas festas, ou a Segunda-feira Santa, quando centenas de pessoas se reúnem para ver a figura de Jesus Cautivo, conhecido como “el Señor de Málaga“, ou o “Cristo de los Gitanos (ciganos)”, sempre acompanhada por saetas (flamenco cantado à desgarrada), cantares e danças.

La Legión: Cristo de la Buena Muerte.

La Legión: Cristo de la Buena Muerte.

Uma menção especial merece a procissão da Orden de Servitas, que pode causar alguma impressão sobretudo para aqueles que não estão acostumados a semelhante cenário: sexta-feira à noite sai à rua esta Confraria devota da Virgen de los Dolores, de olhos inundados de lágrimas e coração trespassado por um punhal. Atrás dela, e pelas ruas mais estreitas e recônditas da cidade, vai um séquito às escuras alumiado apenas pelas velas, rezando ladainhas. Tudo se emudece à sua passagem naquela que é a procissão mais longa de toda a Semana Santa malaguenha.

A Confraría del Consuelo é o nome que recebe a procissão de los Gitanos em Granada, que, tal como sucede em Málaga, é das mais famosas e especialmente recomendáveis para se ver. Sai Quarta-feira Santa da Igreja do Sagrado Corazón e – com sorte – recolhe à igreja de Sacromonte, cerca das três e meia da manhã. Nesta sua subida por estas colinas Granadinas fazem-se fogueiras nas cuevas (cavernas) e moradias à medida que começam a brotar zambras (festas dos ciganos de Sacromente) e saetas cheias de duende (sentimento). Um espectáculo único, realmente. Nessa mesma jornada processional “Nuestro Padre Jesús de las Tres Caídas” seguidas de “Jesús del Amor“, na Quinta-feira Santa, e o “Santo Sepulcro Santo” na Sexta-feira.

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Esperamos que estas dicas sobre as confrarías vos dêem alento para visitar terras Andaluzas nesta primeira grande escapadela do ano. Gastronomia, tradições e hospitalidade serão a nota dominante destas férias, seguramente, inesquecíveis.


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© Artigo traduzido por Miguel Albuquerque.

Sobre o Autor

María Sanchez

María Sanchez

Viajera, que no turista; periodista y bloguera, que no redactora. Porque no es lo mismo ser que estar, SOY comunicadora por vocación. Licenciada en Periodismo, con amplia experiencia en medios de comunicación y redes sociales, mi gran pasión es descubrir Mundo. La mejor forma de recordar un viaje, contándolo. Puedes encontrarme en la blogosfera y en las redes sociales. Bon voyage!

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