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Symi: Um Pequeno Paraíso Grego

Symi: Um Pequeno Paraíso Grego
Abril 21
12:00 2015

Santorini. Corfu. Mykonos. Rhodes. Kos. Creta. Ilhas gregas. Belas, agradáveis, populares. Mas, e as outras centenas de ilhas que fazem parte dos arquipélagos gregos? Não existirão entre elas maravilhas à espera de serem descobertas? Sem dúvida, mas e de entre estas quais serão minimamente acessíveis para um turista? Pelo menos uma, Symi.
Esta pequena ilha localiza-se a poucos quilómetros a nordeste de Rhodes, que será portanto uma excelente base de partida para uma eventual visita.

A Chegada

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Logo pela manhã apanha-se então o barco que liga as duas ilhas. A travessia é rápida mas antes da chegada à pequena cidade de Ano Symi há uma paragem no mosteiro de Panormitis onde os passageiros poderão dar uma vista de olhos enquanto a embarcação aguarda.
O melhor vem depois, quando nos aproximamos da cidadezinha que foi já considerada pelo The Rough Guide to the Greek Islands como um dos dez locais a não perder em todas as Ilhas Gregas. Ainda não desembarcámos e já somos brindados com aquela que é a imagem de marca de Symi, aquelas casinhas todas, como que trepando as encostas que abraçam a baía onde o porto foi construído.

Explorar Symi

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Ilha de Symi

À nossa frente está um dia de alegre exploração. E como pode não ser alegre quando o cenário é uma ilha destas, relativamente abrigada do turismo de massas, onde se pode ver a cada esquina um instantâneo da vida local, como se desenrola há séculos…?
É verdade que junto à água, no centro da vila, se estende uma marina usada mais por embarcações de recreio do que por pescadores locais, e que toda essa rua que a circunda se encontra pejada de bares e restaurantes. Mas não é preciso caminhar muito para nos afastarmos destes sinais dos tempos.
As subidas – ora vencidas por escadarias ora por ruas ingremes – são exigentes, mas a recompensa é evidente. À medida que nos elevamos a vista torna-se cada vez mais deslumbrante e os recantos mais genuínos. Podemos alcançar umas das igrejas que se avistam lá de baixo e que prometem desde logo uma perspectiva única. E não ficamos desiludidos.
Nas ruelas passam motorizadas. Em Symi não há muitos carros. Não faria sentido. Assim como não existem supermercados. As compras fazem-se nas mercearias de esquina, à moda antiga, com balanças de pesos. Entre dois dedos de conversa, para quem puder.
Se continuarmos a “trepar”, acabaremos por sair do aglomerado urbano, daremos por nós a trilhar através dos matos rasteiros que marcam aquela paisagem rochosa e árida. Olhamos para baixo e o porto parece habitado por pequenas formigas. O enorme ferry que nos trouxe parece agora um mero bote. O ar é limpo, dá gosto de respirar fundo e escutar o silêncio.

 

Symi depois do pôr-do-sol

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Porto de mar na ilha de Symi

Se optar por pernoitar em Symi aguarda-o uma surpresa: é que após a partida do último barco que leva os turistas de regresso a Rhodes o ambiente transfigura-se. Surge como que uma cumplicidade entre os que ficam. Há uma exclusividade em Symi, feita da inexistência de hotelaria de massas. Quem lá está ao sol-posto ou vive por lá, ou é um lobo-do-mar que passará a noite no seu iate ou trata-se de um dos poucos viajantes com quarto marcado.
É a essa hora que o melhor de Symi se revela. Os velhos pescadores que reparam as redes, os idosos sentados nos bancos aproveitando os últimos raios de sol, as vizinhas que vão coscuvilhando naquela melodiosa língua que é o grego.
À noite sentimo-nos longe de tudo, imersos naquela solidão da pequena insularidade. Se olharmos com atenção talvez consigamos avistar as luzes da costa turca, ali mesmo defronte. Os cães ladram na escuridão. E tudo isto é uma experiência e pêras.

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Sobre o Autor

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro: Nasceu e cresceu em Lisboa. Foi para o Algarve. Licenciou-se em História, andou dez anos com os galões dourados da Armada, até que mandou as rotinas à fava e passou a fazer websites. Agora está aqui, pronto para partilhar o que viu no Planeta. Lê, vê cinema, anda de moto 4, faz Geocaching e é Couchsurfer.

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