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10 coisas que mais gostamos em Marraquexe

10 coisas que mais gostamos em Marraquexe
Outubro 15
07:00 2015

De cada vez que se vai a Marraquexe, trazemos sempre alguma curiosidade nova, algo diferente… Pode parecer que está sempre tudo na mesma… Mas não!

Há coisas novas para ver, história para aprender, ruelas por descobrir e pessoas por conhecer. Pode não se notar à primeira vista mas esta é uma cidade em constante evolução. Se já sabe quais os pontos mais turísticos de Marraquexe – se ainda não sabe quais são pode espreitar no Viaje Comigo – estas são as 10 coisas que mais gostamos na Cidade Rosa. E para viajar para Marraquexe encontra voos baratos na Rumbo.

 

1- Histórias sempre novas

2 Porta de Marraquexe © Viaje Comigologo

Sabem o porquê de as ruas da Medina de Marraquexe serem labirínticas? Confesso que só há pouco tempo soube – da boca de um guia – esse porquê. E não é apenas porque sim! Durante as invasões à Medina – onde se concentrava a população e todos os negócios – os soldados olhavam e ficavam a achar que as ruas não tinham saída. Tanta rua estreita e cruzada de facto parece sempre que não tem saída. Tudo uma questão militar e de segurança.

E porque têm muita vezes arcos baixos no meio das ruas? Para o mesmo efeito militar: para os soldados a cavalo não conseguirem passar ali… Pelo menos montados a cavalo não conseguiam entrar de rompante!

 

2- A modernidade da cidade nova

Quer conhecer o lado mais antigo de Marraquexe mas também o seu desenvolvimento?

As grandes marcas internacionais – desde cadeias de hotéis às lojas de roupa – estão representadas numa outra Marraquexe. É a mesma cidade, mas com dois polos opostos. Se quer ver algo diferente dos tradicionais souks – mas muito igual ao que tem no seu país – pode ir espreitar um dos centros comerciais que Marraquexe já tem.

A cidade nova de Marraquexe, fora da Medina, deu-lhe um ambiente cosmopolita: avenidas grandes, prédios altos, centros comerciais, com escadas rolantes, hipermercados e até cadeias de fast food como o McDonald’s… Nesta lojas não tente negociar/regatear 😀

 

3- Gostamos de nos perdermos pelos Souks.

Souks malas Marraquexe © Viaje Comigo1logo

Há uma parte da nossa viagem, pelos labirínticos souks, que só nos perguntam se queremos babouches. Andando um pouco, perguntam se queremos tapetes, malas, candeeiros, etc Em cada rua vai encontrar um ofício diferente. E para a resposta “não tenho uma mala grande para levar”, já têm os vendedores vários esquemas: candeeiros que se desmancham, pousa-pés vazios (com as medidas das malas de mão), carteiras que se dobram, e muitos outros.

Ao passear pelo souks vai perceber que muitos se separam pelas suas actividades: os das peles e tinturarias, dos sapatos e chinelos, malas e malinhas, os dos cobres e metais, os das madeiras, os dos tapetes e têxteis, os das especiarias, os da cestaria, entre muitos, muitos outros.

 

4- As várias artimanhas para nos fazerem comprar

Os vendedores de Marraquexe serão, muito provavelmente, os mais poliglotas do mundo inteiro. Dizem “olá” e “obrigada” em várias línguas só para conseguirem a atenção dos que passam, na esperança que lhes comprem algo. Paramos, espreitamos os produtos e perguntamos o preço. Se não falar francês ou árabe, o vendedor há-de fazer-se entender noutra língua qualquer. E, como se não bastasse, estabelece essa ligação com os compradores. Chama por si e pergunta:

– “Espanha? Brasil? Itália? Portugal?”

– “Sim Portugal”

– “Ahhh! Cristiano Ronaldo!”

(se isso não o surpreender… Podem desatar a dizer nomes de cidades do seu país e depois)

– “Tenho um amigo que vive em Lisboa.”

Claro que nem todos estabelecem a comunicação só com o intuito de vender. Já tive conversas com vendedores que ficavam muito contentes só por poderem falar (e praticar) outra língua, ou então saberem novidades do meu pais… São habitualmente muito curiosos.

 

5- Regatear

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É verdade, às vezes não estamos nada com vontade de regatear. Logo nós que vimos de países em que a economia se baseia em preços fixos e, de vez em quando, algumas promoções e saldos. Mas, tirar o prazer de regatear a um marroquino não se faz!

Por isso, se estiver mesmo interessado num objecto, negoceie. Vão-lhe dizer “quanto vale para ti?” e nós temos de puxar a brasa à nossa sardinha… “Não sei, não sei…”. Ou atira logo um preço: “Sei que deve ser mais mas só posso dar tanto”. Ou então começa a negociação bem abaixo do que acha para chegar a um preço aceitável. Regatear faz parte da experiência marroquina para qualquer turista.

 

6- Ir a um Hammam

Há muita gente que torce o nariz à experiência do Hammam. Primeiro porque os tradicionais banhos árabes são comunitários e nós gostamos de privacidade quando estamos com as partes privadas à mostra… Mas, o que muitos não sabem, é que também os hammam evoluíram em Marraquexe.

Primeiro deve entender que o Hammam é algo cultural: usado com fins terapêuticos: banho quente, com sabão preto, vapores que curam uma série de maleitas e massagens com o benfeitor óleo de Argan.

Mas, o crescimento turístico em Marraquexe fez também com que os Hammam fossem adaptados e agora muitos transformados em luxuosos Spas. Tem mesmo de experimentar!

 

7 – Ficar em Riads

Não é só em Marraquexe que há Riads, mas esta é a verdadeira experiência para quem visita a cidade.

Há hotéis, com resorts, hotéis luxuosos (como o La Mamounia), hotéis mais baratos e há os Riads. Há muitos, mesmo muitos e a procura não é fácil. Já passamos por vários e aconselhamos a que escolha preferencialmente dentro da medina e perto da praça Djemaa El Fna.

Os Riads são casas típicas, totalmente recuperadas e modernizadas, que incluem muitas vezes um pátio interior, um lago (alguns até piscina) e um pátio onde muitos servem o pequeno-almoço. Os quartos têm casas de banho privativas (na sua maioria) e o pequeno-almoço tipicamente marroquino é muito bom: com crepes, pão marroquino, compotas e sumo de laranja acabado de fazer.

 

8- Fazer uma visita guiada pela Medina

Mesquita Marraquexe © Viaje Comigo1logo

É um conselho que dou a quem vai a primeira vez a Marraquexe. É a melhor forma de se situar pela labiríntica Medina e ficar a saber logo toda a história, assim como conhecer os principais pontos culturais e turísticos. Depois da visita guiada vai ser muito mais fácil, nos dias seguintes, para se orientar. E depois tem ir de dia e de noite à praça Djemaa El Fna para ver o diferente ambiente em ambas as alturas do dia.

 

9 – Próximo para um bate-e-volta

Muita gente aproveita a estadia em Marraquexe para fazer uma viagem de um dia a Essaouira e ir conhecer esta cidade – com património português – junto ao oceano Atlântico. Essaouira fica a menos de 180 Km de Marraquexe e existem tours  com o programa completo. Também pode alugar um carro e fazer a sua viagem, para ir comer peixe fresco à costa atlântica.

 

10 – Provar a gastronomia marroquina e não só…

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Claro que, estando em Marraquexe, tem de provar a gastronomia marroquina. As tajines, o cuscuz, etc. Mas Marraquexe tem também outro tipo de restaurantes: da cozinha francesa à italiana (na cidade nova encontra ainda mais) e até vegetarianos.

Recentemente descobri um vegetariano numa das ruelas de Marraquexe. Não que eu seja vegetariana, mas qualquer ingrediente que seja bem cozinhado – preservando o seu sabor e qualidades – é sempre bom. E os pratos do Earth Café além de muito saborosos são muito criativos. É imperativo também que experimente os restaurantes das barracas da Djemaa El Fna, onde pode jantar as verdadeiras especialidades marroquinas, por um preço baixo, e têm diferentes propostas.

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Sobre o Autor

Susana Ribeiro

Susana Ribeiro

Jornalista, adora contar histórias e é uma apaixonada por viagens. Susana Ribeiro encontra sempre um pretexto para passear. Depois de escrever, para vários órgãos de informação, sobre turismo, gastronomia, vinhos e viagens… decidiu colocar todas as suas dicas no ViajeComigo.com. As suas sugestões são para incentivar outros a descobrirem novas paragens. Por isso, diz: “Há sempre um sítio novo para conhecer, nem que seja na sua própria cidade. Cada viagem e viajante são singulares. Conheça o mundo à sua maneira”.

2 Comentários

  1. Paula Carreira
    Paula Carreira Outubro 21, 14:19

    Excelente texto, Susana, e muito explicativo. Outra coisa não seria de esperar, aliás!

    Responder a este comentário

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