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Conselhos de Viagem

Viajar ou não viajar: eis a questão

Viajar ou não viajar: eis a questão
Julho 29
08:12 2014

Nos tempos que correm em termos económicos, o ato de viajar é encarado por muitas pessoas como um luxo. Mais, como uma espécie de pecado que vai ter de expiar quando, mesmo muito após o regresso, receber algumas contas inesperadas para pagar. Como em tudo na vida, a decisão de fazer uma viagem significa que tenhamos de abdicar de outras coisas que nos dão prazer porque o tempo e o dinheiro não esticam. Tudo se resume a escolhas e se quiser escolher os voos mais baratos, basta procurar na página da Rumbo Portugal!

Mas nem só de questões financeiras se alimenta o dilema “ir ou ficar”. Muitos outros fatores pesam na decisão. E todos parecem ser igualmente válidos.

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Estátua em Budapeste

Ainda antes de enumerar as razões que nos podem levar a querer partir, importa dizer que, para mim, uma viagem não precisa de implicar a deslocação para lugares longínquos ou exóticos. Pode muito bem ser no nosso país ou mesmo na nossa região, aproveitando a chamada “escapadinha”. Fazemos uma viagem para:

– fugir à rotina, respirar, viver;

– conhecer novas culturas, novas realidades;

– fazer amigos;

– sentir diferentes cheiros, sabores, texturas,…;

– conviver com os companheiros de viagem;

– construir memórias;

– …

Mas, para cada uma destas razões que podem contribuir para a incontrolável vontade de partir outra vez, há outras tantas (ou mais) razões para ficar em casa, que me foram sendo apresentadas ao longo dos anos por amigos meus (uns ultrapassaram-nas, outros não). Cada uma destas, ou todas combinadas, têm como gatilho a nossa curiosidade natural. Não querendo convencer ninguém, apresento-as a seguir juntamente com alguns contrapontos que talvez façam algum sentido.

Falta de dinheiro (ou de vontade de o gastar)
Já no início deste artigo escrevi que tudo na vida é uma questão de escolhas. Pois bem, embora seja obviamente muito difícil para algumas pessoas com orçamentos mais “apertados”, é quase sempre possível ir poupando algum dinheiro. Reduza o número de refeições fora de casa, deixe de fumar, não compre aquele livro ou peça de roupa que nunca vai ler/usar,… Resumidamente, não deixe de viver o dia-a-dia mas corte todas as despesas desnecessárias. Faça um mealheiro. Vai ficar surpreendido com o dinheiro que lá vai encontrar ao fim de alguns meses.

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Ruas de Paris

Comodismo/Preguiça
O comodismo, a preguiça ou (se quisermos) a inércia são grandes inimigos da viagem. “Está frio.”, “Está calor.”, “Estou cansado.”, “Dá trabalho preparar uma viagem, não tenho tempo.” são algumas das frases que já ouvi como desculpa para não sair de casa.

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Calton Hill, Edimburgo

A verdade é que tem a possibilidade de escolher o país e/ou a época do ano que tenham a temperatura que prefere. Também pode viajar para um resort/hotel unicamente com o objetivo de descansar. E relativamente a dar trabalho planear uma viagem, se preferir, basta procurar uma agência com pacotes avião+hotel+excursões, onde terá tudo tratado por si. Mais fácil é impossível. Não, espere! Se a agência de viagens for online, nem sequer precisa de sair de casa! E ainda tem a hipótese de conseguir poupar algum dinheiro.

Filhos pequenos
Ter filhos pequenos pode, de facto, condicionar um pouco as viagens. Enquanto são bebés, toda a logística de que necessitam faz com que apenas os mais corajosos viajantes se atrevam a partir para longe de casa. E nem pensar em deixá-los para trás! A partir dos 2/3 anos passa a ter duas hipóteses: leva os seus filhos consigo ou deixa-os com os avós (ou com outra pessoa em quem confie).
Tenha sempre noção de que viajar com crianças implica ter outras rotinas, adequar as visitas e “encurtar” os dias. Vai ser diferente. Mas fantástico porque vai poder ver toda a satisfação da descoberta que só as crianças conseguem ter e demonstrar!

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Família num parque de Reiquiavique

Se a ideia de deixar os seus filhos para trás não lhe agrada, pense que provavelmente vai ser saudável para todos um breve afastamento, nem que seja apenas por um dia. Normalmente, as crianças adoram ficar com os avós mesmo que, naturalmente, tenham algumas saudades dos pais.

Medo de andar de avião
Conheço imensas pessoas que tinham um medo terrível de andar de avião e que, depois de o enfrentarem, se habituaram e viajam agora tranquilamente. Para os casos mais complicados, existem hoje em dia consultas, cursos e tratamentos da fobia de voo que podem ajudar a solucionar o problema. Em último caso, pode sempre usar outro meio de transporte.

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Gaivotas em Portugal

Medo do desconhecido
Todos temos um pouco de medo do que é diferente. É algo completamente normal. Contudo, as pessoas têm tendência para esquecer que tudo é desconhecido e novo… antes de o conhecermos. Pense bem. Antes de ter provado o seu prato gastronómico preferido nem sequer sabia que gostava. Na verdade, crescemos enquanto pessoas apenas quando aprendemos e partilhamos.
No que diz respeito a perigos reais, na grande maioria dos países do mundo é perfeitamente seguro viajar. Aproveite para deitar abaixo estereótipos.

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Cavalo na Escócia

Não saber falar outras línguas
Saber falar apenas a língua materna pode mesmo constituir um problema em viagem. Apesar disso, há formas de o resolver. A primeira hipótese é viajar dentro do seu país ou escolher um onde falem a mesma língua. Outra, passa por viajar com amigos que não tenham essa condicionante. Também pode sempre optar pelo tal pacote das agências que incluam guia/acompanhante na sua língua. Em último caso, nunca se esqueça, a linguagem gestual é universal. E um sorriso abre sempre muitas portas.

Outros interesses/hobbies/gostos
Ter outros interesses ou hobbies que também consumam tempo e dinheiro não é impeditivo de viajar. Muito pelo contrário. Gosta de pescar? Descubra novas águas longe de sua casa. Prefere ler? Conheça o local onde se desenrolou a ação do seu livro preferido e siga um roteiro literário. É fanático por desporto? Participe numa prova noutra cidade/país ou experimente um desporto radical. É apaixonado por cinema? Vá a um festival ou seja o protagonista do seu próprio guião com as paisagens de um filme que o marcou como pano de fundo.

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Cadeiras para ler e descontrair nas ruas de Reiquiavique

As possibilidades são ilimitadas. Acredite. Não há nenhum interesse seu que não possa ser encontrado em alguma parte do nosso planeta.
Se ainda estiver em dúvida se deve ou não viajar, lembre-se que a vida é feita de memórias que se constroem diariamente mas só se retêm durante anos quando registam episódios marcantes, inéditos, apaixonantes. Crie as suas memórias em viagem. Deixe a viagem escrever a História do seu próprio Mundo.

Sobre o Autor

Luís Seco

Luís Seco

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