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Visitar a Coreia do Norte

Visitar a Coreia do Norte
Setembro 15
07:00 2015

Não serão muitos que pensam em viajar até à Coreia do Norte, provavelmente o país mais fechado do mundo. Contudo, não é tão complicado como a maioria das pessoas pensa. Basta ter algum dinheiro para gastar, aceitar as “regras do jogo” e deixar os preconceitos para trás.

 

Umas palavras sobre o passado

A Coreia é uma unidade geográfica e humana com uma longa história, distinguindo-se desde sempre dos seus poderosos vizinhos, Rússia, China e Japão. Após a Segunda Guerra Mundial, com a expulsão dos japoneses, a Coreia foi dividida em duas, seguindo a lógica da Guerra Fria que se iniciava: a parte mais a sul, com influência norte-americana, e a do norte, transformada em “República Democrática”, alinhada com a União Soviética. Pouco depois, com a tentativa de invasão por parte do norte, deu-se a Guerra da Coreia, que terminou de forma inconclusiva. E desde então as duas porções da mesma nação vivem de costas voltadas.

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Como Visitar?

Antes de mais, tenha em conta que só poderá visitar a Coreia do Norte como parte de um grupo organizado, usufruindo de uma tour preparada por uma das poucas agências autorizadas pelo governo norte-coreano. Não é permitido o turismo independente.

A boa notícia é que é fácil e nem é assim tão dispendioso conhecer o país nestas condições. Ao contrário do que sucede com a Arábia Saudita, o Turquemenistão, Moçambique ou tantos outros, basta o viajante querer e dispor-se a pagar. O visto será tratado pela agência organizadora e será emitido sem problemas. O visitante só terá que seleccionar o tour mais adequado aos seus interesses e adquirir as passagens aéreas até Pequim, de onde se inicia a verdadeira viagem.

 

Colocar os preconceitos de lado

Independentemente da realidade norte-coreana, sobre a qual na realidade nada sabemos, há que descartar os preconceitos que reinam sobre estas paragens. A primeira coisa a ter em mente é que a Coreia do Norte será o local mais seguro onde alguma vez estará. Depois, ao contrário do que se poderia pensar, como o viajante se encontra enquadrado, tem luz verde para fotografar tudo o que quiser e estiver à vista. Se existirem excepções os guias darão a informação atempada. Ora isto cria oportunidades fotográficas únicas.

Basicamente não existe nada que não possa levar, apesar de talvez não ser boa ideia tentar trazer uma unidade GPS dedicada. Até recentemente os estrangeiros não podiam entrar no país com telemóveis, mas essa restrição acabou. Contudo, para o usar, terá que se munir de um cartão SIM local. Existe uma velha regra que diz que não são admitidas lentes fotográficas superiores a 105 mm, mas não tem sido implementada pelas autoridades.

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E o que há para ver?

Imensas coisas. E como as viagens são organizadas, o viajante optimizará o tempo usado no país. Existem múltiplas opções em termos de tours, que têm uma duração entre os 4 e os 9 dias e são em regime de tudo incluído. O voo entre Pequim e Pyongyang, os passeios, os guias, o alojamento, a alimentação… Basicamente, durante o tempo que estiver na Coreia do Norte, só precisará de dinheiro de bolso e de alguns Euros para as gratificações dos guias. Tipicamente os grupos são limitados a 20 pessoas, acompanhados por dois guias locais e um guia ocidental.

Os grandes eventos – como as comemorações do aniversário do líder norte-coreano – são bem aproveitados pelos organizadores destas viagens e oferecem imensas potencialidades do ponto de vista do momento e da fotografia. Outro aspecto interessante são as fábricas, inspiradoras do poder do proletariado, que quase sempre são incluídas nas rotas das visitas.

Os guias locais procurarão influenciar os turistas, falando-lhes das maravilhas do regime. Faz parte. Cada um lidará com isso como desejar.

Algumas tours são temáticas, por exemplo, focadas na arquitectura ou levando os participantes para caminhadas e acampamentos na natureza. Mas na generalidade a iconologia comunista e o culto de personalidade dos dirigentes norte-coreanos será um ponto central das visitas. As impressionantes estátuas, os espaços amplos, desenhados para receber monumentais paradas militares e eventos populares, serão sempre elementos incontornáveis.

Uma deslocação à zona de fronteira, de onde se observam as posições do inimigo (oficialmente existe ainda um estado de guerra entre ambos os países) do sul, é quase obrigatória. Depois, dependendo do que quiser gastar, existem voltas mais completas, algumas levando-o aos quatro cantos do país.

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Monumenot ao Partido Comunista, Pyongyang, North-Korea

 

Quando Ir?

O Inverno será de evitar, pois é rigoroso por estes lugares. Entre Agosto e Outubro costumam ocorrer os grandes eventos e será talvez a melhor altura para planear uma viagem. De resto, com apenas 3 mil visitantes por ano, não há uma época alta em termos de turismo.

Tenha em consideração que já que tem que se deslocar até Pequim, pode aproveitar para visitar esta cidade, até porque os passaportes portugueses e brasileiros estão isento de visto por 72 horas desde que não se saia da metrópole e se apresente prova de trânsito para outro destino. Como a Coreia do Norte.

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Sobre o Autor

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro: Nasceu e cresceu em Lisboa. Foi para o Algarve. Licenciou-se em História, andou dez anos com os galões dourados da Armada, até que mandou as rotinas à fava e passou a fazer websites. Agora está aqui, pronto para partilhar o que viu no Planeta. Lê, vê cinema, anda de moto 4, faz Geocaching e é Couchsurfer.

1 Comentário

  1. Peter
    Peter Outubro 17, 18:11

    Seria interessante publicar valores aproximados de custos. Obrigado.

    Responder a este comentário

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