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O que ver

Zimbabué, uma joia africana

Zimbabué, uma joia africana
Agosto 21
07:00 2015

Já sei que assim que leu Zimbabué pela sua cabeça terão passado palavras como Robert Mugabe, inflação, ditadura, insegurança… Certo?
Robert Mugabe sim, continua no cargo de presidente da antiga Rodésia, lugar que ocupa desde 1987 num regime normalmente apelidado de ditatorial pela comunidade internacional. A inflação foi tão alta na última década, que hoje as notas de 100.000.000.000 dólares do Zimbabué são hoje vendidas por 1 dólar americano aos turistas, como recordação.

Mas porquê ir ao Zimbabué?

Localizado no sul do continente africano, o Zimbabué é delimitado a norte pelo rio Zambeze e logo aí podemos encontrar uma das maravilhas naturais de África: as Cataratas Vitória.

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Cataratas Vitoria

David Livingstone, explorador britânico, ficou na história como o primeiro europeu a avistar as quedas de água em 1855, dando-lhes o nome de Victória em homenagem à sua rainha. O nome pelo qual estas são conhecidas e chamadas na língua local é, no entanto, bem mais revelador da sua grandeza: Mosi-oa-Tunya, que significa “o fumo que troveja”.
Este fumo é na verdade uma imensidão de gotículas que se elevam na atmosfera quando a água se precipita de mais de 120 metros de altura, produzindo um som semelhante a um constante trovão.
De dezembro a maio, época das cheias, o volume de água que por ali passa é assombroso. Se for nesta época prepare um impermeável, um guarda-chuva ou, vá de fato de banho pois vai apanhar uma boa molha. A melhor e mais espetacular forma de observar este “monstro enraivecido” é do ar, num passeio de helicóptero, o chamado “voo dos anjos”.  De junho a novembro o volume de água vai reduzindo proporcionando melhores vistas.
Victoria Falls fica perto dos “quatro cantos de África”, uma fonteira em que se encontram quatro países: o Zimbabwe, o Botsuana, a Zâmbia e a Namíbia. Uma boa oportunidade para explorar um pouco mais esta região de África. Facilmente se organiza aqui um safari de um ou dois dias no parque nacional de Chobe, no Botswana, local onde a vida selvagem se manifesta em todo o seu esplendor.
Mas o Zimbabué é muito mais que o rio Zambeze: é um país com um passado histórico riquíssimo. Exemplo disso são as majestosas ruínas do Grande Zimbabué, capital da civilização que durante séculos dominou toda a região e que deu depois nome ao país.

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As ruínas do Grande Zimbabwe

Pedra sobre pedra esse povo edificou as mais impressionantes e misteriosas construções da África Austral, hoje em ruínas.
O local, de enorme importância para o país, é pouco visitado. A quem lá chega transmite a sensação de ser um explorador do século XIX, um Indiana Jones dos nossos dias. Aqui pode-se acampar, ficar numa casa redonda típica mesmo junto às ruínas ou no grande hotel, que fica mais acima. Companhia constante serão os babuínos, que tudo farão para roubar a sua comida, nem que para isso tenham de entrar pelo quarto dentro.
Muito menos conhecido que estas ruínas ou que as cataratas, as colinas de Matopo são um dos mais bem guardados segredos do Zimbabwe.
Os mais antigos vestígios humanos aqui encontrados remontam há mais de 10 mil anos, podendo-se visitar várias pinturas rupestres em pequenas grutas e um pequeno museu com artefactos.
A paisagem granítica dominada por enormes pedregulhos rolados, em equilíbrio por vezes duvidoso, apaixonou Cecil Rhodes, o mentor da linha férrea do Cairo ao Cabo, que acabaria por escolher estas colinas para a sua última morada e dar nome ao país: Rodésia.
Para além da paisagem e da história, o parque nacional de Matopos alberga uma grande diversidade de vida selvagem, nomeadamente leopardos, rinocerontes e águias.

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As ruínas do Grande Zimbabwe

Estes três lugares são apenas uma pequena amostra do que o Zimbabué tem para oferecer.
O país tanto pode ser explorado em viagens organizadas como por viajantes independentes: este é o destino ideal para os mais aventureiros, mesmo que sem grande experiência.
Compre o seu voo e reserve o hotel no Rumbo e siga para Harare! Em qualquer fronteira terrestre ou aérea pode obter o visto em poucos minutos. Autocarros ligam com frequência as grandes cidades no país e fora deste.
Quanto à segurança, desde que respeitadas as regras básicas a observar em África, este é de longe um país mais seguro que a média.
Para visitar os parques naturais, o ideal será recorrer a uma agência que organize tudo, uma vez que irá precisar de uma viatura, um guia e alimentação.

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O túmulo de Cecil Rhodes nas colinas de Matopos

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Sobre o Autor

Samuel Santos

Samuel Santos

Em 2005 viajou até à Guiné com um grupo de escuteiros e, o contacto com aquele continente marcou-o de tal forma que no ano seguinte regressou, de carro. Decidiu começar a escrever o blog "Dobrar Fronteiras" (http://www.dobrarfronteiras.com/) com o intuito de inspirar e ajudar aqueles que lhe queiram seguir as pisadas. Acredita que viajar é para todos e sempre que pode, põe a mochila às costas e vai viajar.

2 Comentários

  1. Pedro Henriques
    Pedro Henriques Agosto 28, 22:31

    Excelente artigo David!

    Responder a este comentário

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